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Após queixas de aglomerações, barracas são removidas de feira na General Glicério, em Laranjaneiras

·3 minuto de leitura

RIO — Há 20 anos, a Rua General Glicério, em Laranjeiras, abriga uma das feiras mais tradicionais da Zona Sul. Ponto de encontro para vizinhos e amigos, que, além de fazerem suas compras, colocam o papo em dia ao som de música ao vivo. Mas de uns tempos para cá, a mistura entre calmaria e efervescência entrou em descompasso, e o tradicional programa a céu aberto tornou-se alvo de uma grande polêmica. Nos dois últimos sábados, agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) estiveram na feira e retiraram 30 barracas sem licença, com a promessa de voltar hoje para um novo choque de ordem. A ação acontece após uma enxurrada de reclamações por meio do canal 1746 da prefeitura, além de um abaixo-assinado de moradores. As principais queixas dão conta de que ambulantes ilegais ficam além do horário da feira, causando aglomerações e prejudicando o trânsito e acessos nas portarias dos prédios localizados na via.

A confusão na feira da General Glicério teria começado após a chegada de novos ambulantes. Entre eles, um food truck de comida japonesa que surgiu no fim da rua, onde ficam as barracas de peixe. O trailer, segundo moradores, tornou-se um point, gerando aglomeração para além do horário de funcionamento da feira, que é até as 14h30m.

Síndica de um dos prédios localizados na General Glicério e moradora da rua há 30 anos, a jornalista Adriana Lorete conta que a feira sempre foi um patrimônio de moradores e turistas e que todos conviviam em harmonia. No entanto, nos últimos meses, segundo ela, a desordem é tamanha “que é difícil até passar com um carrinho de bebê”. Ela se queixa ainda da sujeira na rua e da música em uma caixa de som até as 20h. Bem diferente das canções que o grupo de choro Pixin-Bodega e seus convidados costumavam tocar na Praça do Choro antes da pandemia, ressalta.

— Sem máscara, as pessoas pegam a comida japonesa e vão comer na portaria do nosso prédio, aglomerando. Não respeitam o horário de término, e com isso a Comlurb não consegue fazer a limpeza da rua. Ficam uma sujeira enorme e um cheiro horrível. A música na caixa de som, eu não sei quem coloca, mas o movimento vem da feira — detalha. — Não quero que as pessoas fiquem sem trabalhar, mas do jeito que tem ficado não dá para continuar. Os expositores sem licença precisam ser remanejados.

Um dos primeiros a integrar a feira, há 20 anos, Luizinho da Barraca — conhecido por seus drinques e o CDs raros de MPB que vende — concorda que a desordem está instalada na feira e lamenta a situação, mas acredita ser possível criar um canal de entendimento.

— Por causa da pandemia, alguns dos expositores deixaram de trabalhar na praça, e isso abriu espaço para outras tantas pessoas ocuparem essas lacunas e defenderem o pão nosso de cada dia, o que acabou gerando uma superpopulação de expositores sem licença. Como abrigar ou remanejar essa turma? Parece que para a prefeitura o jeito é botar para correr. Como se não bastasse essa terrível pandemia, agora muitos ficarão sem seu sustento — pondera Luizinho.

Umas das expositoras que estão afastadas desde o início do isolamento social é a artesã Tatiana Bravo, feirante na praça há 18 anos. Ela esteve no local no último sábado e teme pelo futuro da feira.

— Tomei a vacina e estava com esperança de voltar em pouco tempo, mas agora tudo está ainda mais incerto. Estão querendo acabar com a feira — opina.

Brenno Carnevale, titular da Secretaria de Ordem Pública (Seop), garante que a feira está funcionando normalmente e que apenas os expositores que não têm licença foram retirados. Informa ainda que a secretaria não está emitindo novas licenças porque vem fazendo um levantamento sobre os locais que podem comportar novos feirantes e sobre a necessidade de novas feiras.

— Acreditamos que a feira vá voltar a funcionar harmonicamente, até porque é importante para os próprios feirantes um bom convívio com os moradores, que são também frequentadores — diz Carnevale.

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