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Após quase 60 dias, média móvel de mortes por Covid-19 cai para menos de dois mil

·4 minuto de leitura

RIO - A média movel de mortes por Covid-19 caiu, nesta terça-feira, abaixo do patamar de duas mil pela primeira vez desde 16 de março, atingindo 1.980. Após registrar 2.275 óbitos nas últimas 24 horas, o país acumula 425.711 vidas perdidas pela doença . Os dados foram reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que compila informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

No último dia, o país teve 71.018 pessoas diagnosticadas com infecção pelo novo coronavírus, totalizando 15.285.048 casos até agora.

A queda da média móvel de mortes foi de 17% nas últimas duas semanas. Os três estados com maior aumento (ou menor redução) percentual no número de mortes são Sergipe (8%), Rio de Janeiro (2%) e Piauí (-10%).

A média móvel de sete dias se refere aos números de mortes e casos do dia e dos seis anteriores. A medida é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda na epidemia. O cálculo é um recurso para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por redução de mão-de-obra.

Das 27 unidades da federação,20 estão com os números em queda. Outras 7 permaneceram em tendência estável (variação menor de 15% para mais ou para menos).

Levando em conta o número diário de resultados positivos em diagnósticos, a última quinzena teve variação de 6% (tendência de estabilidade) em escala nacional.

O Brasil conseguiu aplicar a primeira dose de vacina contra Covid-19 até agora em 36.501.572 pessoas (17,24% da população), e 18.380.677 já receberam a segunda dose, o que representa uma cobertura vacinal completa de 8,68%.

Em 16 de março, quando o país passou de duas mil mortes na média móvel, 10.389.077 pessoas haviam recebido a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 4,91% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, havia sido aplicada em 3.791.197 pessoas, ou 1,79% da população nacional.

Coordenador da Frente de Diagnóstico da Força-Tarefa da Unicamp contra a Covid-19, Alessandro Farias atribui a queda da média móvel de mortes ao avanço da campanha de vacinação, sobretudo entre os idosos, que são a população mais vulnerável ao vírus, e ao número de pessoas que já foram infectadas — que, segundo estimativas de seu grupo de estudos, pode ter ultrapassado a marca de 50 milhões. No registro do consórcio, são 15,2 milhões.

— Não sabemos quanto tempo dura a imunidade proporcionada pela infecção. Talvez os anticorpos neutralizantes consigam segurar o vírus por um período entre quatro e seis meses. É, então, um alívio temporário, e não suficiente para atingirmos a imunidade de rebanho necessária para conter a pandemia — ressalta. — A boa notícia é que o número de reinfecções ainda não é grande, mesmo com a chegada de novas variantes.

Farias avalia que ainda é cedo para saber se a queda da média móvel de óbitos será mantida:

— Veremos a resposta daqui a uma semana. A atual redução da média de mortes deve-se ao acirramento das medidas de distanciamento social feitas por alguns estados nas últimas semanas, entre eles São Paulo, que é responsável por 25% dos óbitos por Covid no país — pondera. — Ainda assim, vejo que há maior adesão a medidas como o uso de máscaras. Muitas pessoas perderam familiares e, agora, decidiram adotar esta proteção.

O três estados que mais avançaram agora em aplicação da primeira dose foram Mato Grosso do Sul (22,26%), Rio Grande do Sul (22,03%) e São Paulo (19,1%). Os que mais estão atrasados na aplicação da vacina são Roraima (10,91%), Acre (11,06%) e Amapá (11,39%).

Até a manhã desta terça-feira, o Brasil ocupava o 2º lugar entre os países que mais registraram mortes por Covid-19 até agora, segundo dados do projeto Our World In Data, ligado à Universidade de Oxford. Os cinco países que notificaram mais óbitos desde o início da pandemia são, do primeiro ao quinto, Estados Unidos, Brasil, Índia, México e Reino Unido.

Ao longo dos últimos 7 dias, o Brasil foi o 2º país que mais teve mortes pelo coronavírus, com 14.606 registradas no período. Os cinco países com maiores números absolutos em óbitos por Covid-19 nesta semana foram, em ordem, Índia, Brasil, Estados Unidos, Colômbia e Argentina.

O número relativo de pessoas mortas pela doença no país é de 1.991,1 por milhão de habitantes. No grupo de 58 países com mais de 20 milhões de habitantes no mundo, o Brasil ocupa o 2º lugar em mortalidade proporcional por Covid-19. Os países que lideram a lista de mortes em relação a suas populações são Itália, Brasil, Peru, Reino Unido e Polônia.

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