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Após pregão de volatilidade intensa, bolsas de NY fecham em ligeira alta

Gabriel Roca
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O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, enquanto o S&P 500 subiu 0,30% e o índice eletrônico Nasdaq avançou 0,37% Os índices acionários em Nova York apresentaram variações extensas nesta quinta-feira (24), alternando ganhos e perdas consistentes em diversas ocasiões ao longo do dia. No encerramento, as ações em Wall Street fecharam em ligeira alta. A volatilidade elevada na sessão é atribuída ao crescimento das incertezas relacionadas à aprovação de novos estímulos fiscais nos Estados Unidos, bem como à trajetória da recuperação da economia do país. O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,20%, aos 26.815,44 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,30%, fechando a sessão a 3.246,59 pontos. O índice eletrônico Nasdaq avançou 0,37%, a 10.672,27 pontos. Nas mínimas do dia, os três índices chegaram a recuar 0,84%, 0,85% e 1,06%, respectivamente. Nas máximas, registraram alta de 1,23%, 1,29% e 1,56%. No início do dia, sinais divergentes sobre a recuperação da economia americana acentuaram a falta de direção nos mercados acionários. De acordo com o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos registraram uma leve alta de 4 mil reivindicações, a 870 mil na semana passada, sugerindo que o mercado de trabalho continua se recuperando lentamente da pandemia de covid-19. "Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram na semana passada, ilustrando o estado ainda frágil de recuperação do mercado de trabalho americano", afirmou a economista-sênior do Wells Fargo, Sarah House. Após os dados de emprego no país, os futuros dos índices acionários exibiam perdas consistentes. Logo após a abertura da sessão, no entanto, os dados de vendas de imóveis novos deram nova força à demanda por risco. As vendas de novas residências aumentaram 4,8% em agosto em comparação com julho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,011 milhão, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio. A leitura superou as expectativas dos economistas consultados pelo "Wall Street Journal", que previam uma queda de 0,3% para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 898 mil. Eleições presidenciais Outro fator de incertezas para os investidores é a proximidade das eleições presidenciais nos Estados Unidos, em novembro. Hoje, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, afirmou, em seu perfil do Twitter, que o vencedor da eleição presidencial de novembro tomará posse normalmente em janeiro, como segue a tradição. "Haverá uma transição ordenada, assim como ocorre a cada quatro anos desde 1792", escreveu McConnell. A postagem serviu para aliviar algumas preocupações sobre uma potencial contestação do resultado após a eleição. Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, não se comprometeu com uma transição pacífica de poder e previu que o resultado poderia ser decidido na Suprema Corte. Mais tarde, os índices chegaram a avançar mais de 1%, com a declaração da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, que expressou esperança sobre uma nova rodada de negociações sobre o pacote de estímulos, após ter conversado com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ontem. Os índices ainda chegaram a voltar novamente ao negativo após o site americano "Politico" ter informado que um acordo sobre esse pacote ainda parece fora de alcance e que a Câmara poderá votar a nova proposta na próxima semana, mesmo sem o apoio do Partido Republicano. "Se os Estados Unidos espirram, o resto do mundo pega um resfriado; se você está ouvindo que a maior economia do mundo não vai se recuperar sem estímulo e os congressistas não concordam com um estímulo, então isso deve ser uma notícia negativa", afirmou Tony Yarrow, gestor de fundos multimercado da Wise Funds. "O clima entre os investidores é extremamente pessimista no momento", disse à Dow Jones Newswires. Federal Reserve Pelo segundo dia consecutivo, autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) enfatizaram a necessidade de apoio governamental para que a recuperação econômica dos Estados Unidos prosseguisse. Em depoimento ao Senado dos EUA, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que o fracasso do Congresso em aprovar novos estímulos à economia aumenta as preocupações sobre uma retomada mais lenta do crescimento econômico. Powell observou que 11 milhões de pessoas perderam o emprego durante a pandemia, e elas conseguiram gastar por causa da ajuda do governo. “Provavelmente, existe um risco de queda se alguma forma desse suporte não continuar”, disse o presidente do Fed. Hoje, as ações de tecnologia lideraram a recuperação. Os papéis da Apple subiram 1,03%, enquanto as ações da Microsoft subiram 1,30%. A Amazon e a Alphabet, controladora do Google, subiram 0,66% e 0,96%, respectivamente.