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Após polêmica, Prefeitura de São Gonçalo irá rever projeto para distribuir verbas para a criação de museus religiosos

·3 min de leitura

Após a repercussão causada sobre o projeto para distribuir verbas para a criação de museus religiosos, a Prefeitura de São Gonçalo voltou atrás na sua decisão. A polêmica se deu porque, de acordo com a previsão da administração municipal da cidade da Região Metropolitana do Rio, o Museu da Umbanda receberia R$ 10 mil, enquanto o Museu Gospel e o Museu Católico, por exemplo, ganhariam, cada um, R$ 1 milhão.

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O orçamento do Plano Plurianual da administração municipal do prefeito Capitão Nelson (PL) previu para o Museu da Umbanda apenas 1% do que foi previsto posteriormente para museus de outras religiões, o que causou polêmica nos últimos dias. A diferença de valores para os projetos fez o deputado estadual Átila Nunes (MDB) apresentar uma denúncia ao Ministério Público do Rio por crime de preconceito religioso e improbidade administrativa.

— O prefeito Capitão Nelson só pode estar querendo se tornar um segundo Crivella. A Câmara deveria abrir um processo de impeachment pela prática de preconceito religioso e improbidade — criticou o deputado.

Em nota, a prefeitura explicou que voltou atrás e irá rever a previsão orçamentária, destinada ao apoio da construção de museus religiosos no município: “A prefeitura esclarece, ainda, que a previsão destinada ao Museu da Umbanda, culto afro-brasileiro que nasceu em São Gonçalo há 113 anos, mais precisamente no bairro de Neves, não condiz com a importância histórica e cultural da religião. A prefeitura lembra que o valor é uma previsão e que não irá construir nenhum museu religioso, mas sim apoiar iniciativas da sociedade civil que desejam construir”.

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São Gonçalo é cidade onde foi criada, em 1908, a Umbanda, religião de matriz africana, mas genuinamente brasileira. Foi ali que o médium Zélio Fernandino de Morais fundou a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, por intermédio da entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas. Por conta disso, o Pai Fernando de Oxum criou o projeto do museu na cidade, como resgate de um patrimônio histórico.

— Minha expectativa é que a Prefeitura de São Gonçalo nos ajude com um terreno ou um espaço para que as verbas venham. Se eles falarem que o aporte vai ser de meio milhão, de R$ 100 mil, dá esperança de isso acontecer. Mas R$ 10 mil é uma coisa irrisória — avalia Pai Fernando, que também defende: — Uma vez que essa prefeitura foi capaz de organizar a Semana da Umbanda (evento que aconteceu neste mês na cidade) pela primeira vez em São Gonçalo, acho que não poderia ser acusada de intolerante. Mesmo que tenha ligações com os evangélicos. Estamos fazendo tudo para que isso seja resolvido da melhor maneira possível.

A ajuda para o projeto está vindo também dos vereadores Romário Régis (PC do B) e Professor Josemar (PSOL). Eles apresentaram uma emenda para tentar equiparar os valores destinados aos projetos.

— Eles apontam isso como uma injustiça com a Umbanda. Já que uma vez que foi proposto o valor para os outros museus, mesmo que o prefeito vete, que ele proponha uma coisa melhor para a gente — aponta Pai Fernando, que acaba de inaugurar o Museu da Umbanda virtualmente, pelo site museumbanda.mus.br, no último Dia da Consciência Negra.

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