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Após plantio de novas mudas, Lagoa Rodrigo de Freitas pode ter acréscimo de 30 espécies de fauna, diz biólogo

·2 min de leitura

O AquaRio convidou o biólogo Mário Moscatelli para fechar as comemorações de cinco anos de aniversário do maior aquário marinho da América Latina plantando 30 novas mudas de mangue-vermelho (Rhizophora mangle) e samambaia do brejo (Acrostichum danaeifolium) na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. A iniciativa busca fomentar novas espécies de fauna e flora na lagoa.

Com as novas mudas, a Lagoa passará a ter ao seu redor mais de 4.500 espécies típicas de manguezais, que se dividem entre mangue-branco, mangue-vermelho e mangue-negro, e agora com as samambaias do brejo. Somente o AquaRio, desde 2019, plantou, em média, 200 espécies. De acordo com o biológo, em maior número está a conhecida como mangue-branco, que representa 90% do total.

Parte desse número é fruto do trabalho que o biólogo Moscatelli faz, há 32 anos, com seu projeto de revitalização, que, desde outubro deste ano, passou a receber apoio da prefeitura, do estado e da concessionária Águas do Rio.

Para ele, essas iniciativas, a longo prazo, são boas para todos os lados:

— Quanto maior a oferta de ambientes diferenciados, maior é a alimentação diferenciada e os ambientes diferenciados, que servem para esses ambientes se reproduzirem e viverem. Quer maior reflexo de todo esse cuidado de 20 anos do que os colhereiros? Eles não apareciam aqui há 70 anos.

Os colhereiros reapareceram na Lagoa em setembro deste ano. O biólogo conta que, desde o início do projeto, ele já consegue contabilizar ao menos seis novas espécies na Lagoa.

— De cabeça, eu lembro do caranguejo marinheiro, o aratu, o guaiamum, o chama-maré, o frango d'água e a capivara. Só cuidando do manguezal. Com estas 30 novas mudas, a gente pode ter mais 20 ou 30 espécies de fauna na Lagoa daqui a uns anos. É um trabalho longo, mas que funciona — afirma.

Além das plantações, equipes também circularam por parte da Lagoa para fazer a limpeza dos manguezais. Foram encontradas bolas de festas, garrafas de água, pedaços de papéis, e outros.

De acordo com a bióloga Patrícia Rocha, do AquaRio, um plástico simples, como esses encontrados no manguezal, demor de 40 a 50 anos para se decompor. Um mais rígido leva em média 450 anos.

— Com esse mutirão, as pessoas acabam se interessando, questionando e refletindo, mas ainda há muito trabalho pela frente — diz ela.

A moradora do Jardim Botânico Isabel Willmer, de 24 anos, passeia pela Lagoa uma vez por semana desde começou a pandemia. Antes, era todos os dias. Ela conta que há partes mais cuidadas que outras no entorno do manguezal.

— Varia de área para área. Tem lugares onde a sujeira é menor porque há uma menor circulação de pessoas. Em outros, com maior fluxo, existe uma quantidade maior de sujeira — conta ela.

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