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Após ordem de Moraes, polícias dos estados começam a desobstruir estradas

SÃO PAULO, SP, 01.11.2022 - Manifestação contra o resultado da eleição presidencial na rodovia Hélio Smidt, em Guarulhos, na Grande São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 01.11.2022 - Manifestação contra o resultado da eleição presidencial na rodovia Hélio Smidt, em Guarulhos, na Grande São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

PORTO ALEGRE, RS, E FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes desta terça-feira (1º), as polícias militares dos estados começaram a atuar na desobstrução de rodovias bloqueadas por manifestantes bolsonaristas.

"As polícias militares dos estados possuem plenas atribuições constitucionais e legais para atuar em face desses ilícitos, independentemente do lugar em que ocorram, seja em espaços públicos e rodovias federais, estaduais ou municipais", diz o ministro na decisão.

Nas rodovias do Rio Grande do Sul, o dia começou com 17 rodovias bloqueadas, conforme relatório da PRF local. Na segunda-feira o número chegou a 42. Amparados por decisão do STF, policiais militares começaram a agir para desbloquear as estradas e o número vai gradualmente baixando.

Na BR-116 próximo a Novo Hamburgo, na zona metropolitana de Porto Alegre, a PRF desistiu de negociar e, diante da resistência dos manifestantes, a tropa de choque da Brigada Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.

Às 10h, policiais escoltavam as laterais da rodovia para evitar novos bloqueios. O trecho ainda apresenta lentidão em razão de detritos colocados pelos manifestantes para interromper a via.

Na maioria das rodovias, o desbloqueio vem sendo negociado entre PRF e os manifestantes vão desobstruindo a estrada pacificamente. A PRF gaúcha disse hoje que "está trabalhando para garantir a desobstrução". Na segunda-feira à noite, o Governo do RS instaurou um gabinete de crise para a situação.

Em Porto Alegre, em razão do medo de desabastecimento e de aumento de preços, houve aumento da procura por combustíveis desde segunda-feira e já há postos sem gasolina ou limitando a litragem para cada abastecimento.

Em Santa Catarina, decisão publicada na madrugada desta terça-feira (1) autorizou o uso das forças de segurança e estabelece multa de R$ 10 mil para os manifestantes que a descumprirem.

A juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini, do plantão judiciário, atendeu ao pedido do governo do estado e, na madrugada, determinou que sejam desbloqueadas as rodovias estaduais obstruídas por manifestantes.

O documento autoriza que o poder público "adote todas as medidas necessárias e suficientes ao resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento, inclusive mediante o emprego da força pública".

A liminar foi concedida após a Procuradoria-Geral do Estado recorrer ao Judiciário, ainda na noite de segunda-feira (31).

Segundo informações da PRF de Santa Catarina, desde a noite de segunda-feira, quando saíram as primeiras decisões para desbloqueio das vias, 14 pontos de manifestação foram desmobilizados.

"Esta multa pecuniária está ajudando a convencer os participantes a se desmobilizar. Em alguns pontos, quando saímos, os manifestantes voltam e fecham de novo, e a PRF tem que retornar ao local. Seguimos trabalhando", afirmou o Adriano Fiamoncini, chefe da comunicação da PRF de SC.

A expectativa é que um dos bloqueios mais críticos, que ocorre em Palhoça, na Grande Florianópolis, seja liberado ainda na manhã desta terça.