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Após ir ao ‘Domingão’, faxineiro da Globo que sonha ser rapper de sucesso vê a vida se transformar e almeja cachê de R$ 5 mil

·4 min de leitura

Enquanto assistia ao “Domingão com Huck”, anteontem, na casa da avó em Pilares — bairro da Zona Norte do Rio onde nasceu e foi criado — , Leandro Leial Dias Bastos, de 29 anos, ouviu um grupo de pessoas gritando seu nome artístico do lado de fora.

— Veio um som da rua assim: “Angola! Angola!”. Do nada, como se fosse um bloco de carnaval, umas 20 pessoas invadiram a sala, numa avalanche de amor. Aquele cara sério e introspectivo, que sempre quer se mostrar forte, desabou. Eu me entreguei a esse carinho. Sou grato e só quero devolver essa emoção nas minhas letras, pra inspirar outras pessoas — emociona-se o rapper ao contar, por telefone, ao Sessão Extra, a repercussão de sua aparição no programa da TV Globo.

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Às voltas com o lanche do pequeno Lírio, seu filho de 4 anos com a professora Stéphanie Alves Evangelista, de 31, ele se preparava para mais uma madrugada de trabalho duro na limpeza dos Estúdios Globo, em Jacarepaguá. Há dois anos e meio, das 21h às 6h, Leandro varre e organiza os cenários em que sempre sonhou estar sob os holofotes. No último domingo, o sonho se tornou realidade: o carioca cantou ao lado de Iza e recebeu mensagem e incentivo de seu ídolo, Emicida.

— Ela se mostrou animada para gravar comigo a música que apresentamos juntos, “Insígnia sagrada”. E ele está empenhado na minha volta à universidade. Estou em contato com uma representante do Emicida, que tem me orientado sobre a bolsa de estudos que ele conseguiu pra mim. Eu cursava Engenharia de Produção na Estácio de Sá e precisei trancar; agora, quero voltar para a faculdade, mas num curso que tenha a ver com o audiovisual e que me prepare ainda mais para viver da minha arte — conta Leandro, que em um dia fechou parceria com uma joalheria e com um dentista: — Eu estava precisando dar um trato nos dentes.

Em 24 horas, uma revolução aconteceu também nas redes sociais do artista: ele ganhou nada menos do que 100 mil seguidores no Instagram. E alguns perfis fakes, por conta da grande visibilidade na televisão.

— Eu tinha quase 2.100 seguidores até domingo, acredita? Um limbo terrível! Minha luta era para que esse número não caísse, ficava contando de um em um. Até comecei a juntar um dinheirinho para investir na divulgação, mas fiquei dividido entre pagar a propaganda ou os clipes, que não saem por menos de R$ 2 mil. De repente, milhares de pessoas me notaram. Que magnetismo é esse?! — admira-se o rapaz.

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Angola conta que “tem single pra caramba, dá pra lançar dois ou três álbuns facilmente”.

— Tenho muitos cadernos, sempre li e escrevi muito. Eu vou dividir esse material entre uma mixtape, um EP, um álbum e um CD. Cada um pode ser trabalhado entre seis meses e um ano. Eu me organizei para quando essa oportunidade grande aparecesse, fiz um plano de carreira na música — avisa ele, que já abriu a agenda de shows para 2022 , com sondagens para apresentações não só no Rio, mas também em Porto Alegre, Vitória, São Paulo e Belo Horizonte, segundo o seu produtor: — Eu sempre era encaixado num grupo de artistas, nunca era o principal. Agora, vou ser o cara de destaque, é um momento especial. Eu fico até com vergonha de contar, mas meus cachês variavam de R$ 300 a R$ 700. Depois disso tudo, acho que posso pedir pelo menos de R$ 3.000 a R$ 5.000 por performance. Quero chegar num patamar de estabilidade, poder me dedicar e viver só da música. Nasci pra isso. Só estou trabalhando em outra área por necessidade.

Espelho

Além das semelhanças de nome e musicalidade com Emicida (o rapper paulistano também se chama Leandro), o carioca conta que costuma ser confundido com o ídolo pela aparência: “Eu queria ter a chance de dizer ao Emicida que sou o cara do Cabaret Kalesa (casa noturna no bairro Saúde). Fui a uma festa de hip hop lá, e ele ficou me olhando fixamente do palco, provavelmente pensando o mesmo que eu: ‘Esse cara parece muito comigo!’ (risos)”.

Fã mirim

Leandro conta que o filho Lírio é “fã número 1 de Iza”: “Ele me viu ao lado dela na TV e ficou perguntando: ‘Como meu pai entrou na TV?’, ‘Ele é amigo da Iza?’, ‘Por que ela não vem em casa?’”.

Sonho e oração

“Sonho é uma oração a realizar. E oração é orar, falar e fazer. Eu aprendi que a roda do bem existe e se você faz ela girar, entra num ciclo de boas coisas”, filosofa Angola.

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