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Após greve de funcionários Caoa Chery reverte demissões

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

O grupo Caoa Chery, após a greve de seus funcionários iniciada ontem (19), reverteu hoje (20) a demissão dos empregados. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, em assembleia geral hoje (20), os trabalhadores aceitaram proposta da empresa e encerraram a paralisação.

Segundo o sindicato, 70 funcionários que haviam sido demitidos ficarão em layoff de 1º de abril até 30 de junho. Os demais trabalhadores da produção também entrarão em layoff em 1º de abril, mas voltarão ao trabalho no dia 30 do mesmo mês, com garantia de estabilidade até 30 de agosto.

De acordo com o sindicato, antes de iniciar o layoff, os trabalhadores que haviam sido demitidos vão entrar em licença remunerada a partir de hoje (20). A mesma medida será estendida, aos poucos, para todos os setores da produção. Já o pessoal do setor administrativo passará a trabalhar pelo regime de home office.

No layoff, o contrato de trabalho é suspenso, e parte do salário não é paga. Segundo o sindicato, no entanto, os trabalhadores da Caoa Chery continuarão recebendo seus salários na íntegra durante o período de afastamento. Parte do valor será pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante, pela empresa.

Em nota, a montadora confirmou apenas a anulação das demissões e o início do layoff. “A Caoa Chery, sensível ao atual momento que o Brasil está atravessando com a pandemia de Covid-19 e, em acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, tomou a decisão de reverter as demissões realizadas pela empresa na data de 18/03/20, colocando todos em regime de lay-off”.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Guirá Borba Guimarães disse que “a anulação dos cortes representa uma grande vitória não só da categoria metalúrgica, mas da classe trabalhadora. Os trabalhadores da Chery mostraram que não podemos aceitar medidas irresponsáveis e covardes como a que havia sido adotada pela montadora. O lucro não pode estar acima da vida.”