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Após fim do direito ao aborto nos EUA, gigantes como Disney vão custear viagens

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a suspensão do direito constitucional ao aborto pela Suprema Corte dos Estados Unidos nesta sexta-feira, gigantes do entretenimento e do audiovisual como a Netflix, Disney e Paramount já estão se posicionando a favor de funcionárias que pretendam realizar o procedimento.

Isso porque a mudança não proíbe o aborto no país, mas abre espaço para que cada um dos 50 estados adote vetos locais. Como adiantou o jornalista Mattew Belloni, do portal Puck, em newsletter na última quinta-feira (16), representantes da Netflix, Comcast, Warner Bros. Discovery, Sony e Paramount afirmaram que as gigantes estariam dispostas a oferecer reembolso de despesas de viagem para funcionárias que residam em estados que proíbem o aborto e desejam interromper uma gravidez em outro estado onde o procedimento seja liberado. A prática já é adotada por companhias como Apple, Yelp e Citigroup.

Nesta sexta, a Disney já confirmou para seus funcionários em um comunicado que cobrirá essas despesas para funcionários em quaisquer posições. Vale um destaque especial para a empresa, que possui milhares de empregados na Flórida, onde o governo conservador de Ron DeSantis já criou barreiras e polêmicas com a Disney.

Nota semelhante foi divulgada pela Paramount a seus funcionários, enquanto a Netflix afirmou que agora o plano de saúde oferece ainda "tratamento para câncer, transplantes, tratamentos para afirmação de gênero ou aborto", com um benefício de até US$ 10.000 por funcionário a depender do caso.

Em paralelo, os aplicativos de transporte Uber e Lyft prometeram cobrir os gastos legais de motoristas que sejam processados por ajudar mulheres a abortar no Texas, por exemplo.

Por maioria de 6 votos a 3, a Suprema Corte americana considerou como válida uma lei criada no estado do Mississippi, de 2018, que veta a interrupção da gravidez após a 15ª semana de gestação, mesmo em casos de estupro. Os juízes usaram este caso como oportunidade para derrubar outra decisão, de 1973, conhecida como caso Roe vs. Wade, que liberou o procedimento no país.

Nos anos 1970, os juízes relacionaram o aborto ao direito à privacidade, ao considerarem que os governos não poderiam interferir em uma escolha de foro íntimo da mulher —a de manter ou não uma gestação. O direito à privacidade é garantido por duas emendas à Constituição dos EUA, a 9ª e a 14ª. No processo atual, chamado de Dobbs vs. Jackson Women's Health Organization, a maioria dos magistrados adotou posição oposta e considerou que relacionar o procedimento ao direito à privacidade não faz sentido.

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