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Após falar em 'crime contra o país', Guedes diz que não quis ofender senadores: 'Foi um desabafo'

Marcello Corrêa e Gabriel Shinohara
·2 minutos de leitura
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento no Palácio do Planalto
O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante evento no Palácio do Planalto

BRASÍLIA - Mais de uma semana depois de dizer que a decisão do Senado de derrubar o veto aos reajustes de servidores era um "crime contra o país", o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que a declaração foi um "desabafo" e não houve intenção de ofender os parlamentares.

Ao comentar o episódio durante encontro com empresários, Guedes disse que se surpreendeu porque o veto à medida havia sido acordado com a presença dos presidentes das duas Casas do Congresso e governadores para que as despesas com pessoal fossem congeladas, em troca da ajuda aos estados e municípios.

Para o ministro, permitir reajustes para servidores públicos faria com que o dinheiro para o combate à pandemia se transformasse, no futuro em aumentos salariais. A decisão acabou sendo revertida pela Câmara dos deputados.

— Foi nesse sentido que eu disse: "Olha, isso aí é um crime contra as finanças públicas do país". O Senado tem nos apoiado em tudo, fizemos a reforma da Previdência, fizemos a cessão onerosa, estamos fazendo as reformas. Eu fiquei impactado, eu tomei um susto. Eu quase não acreditei, foi uma decepção. Foi muito mais um desabafo e uma força de expressão, nunca uma ofensa ao Senado ou aos senadores — disse o ministro.

'Demarcação de espaço'

A declaração de Guedes, na semana passada, causou mal-estar entre senadores, que convidaram o ministro para se explicar sobre a fala. Para ele, a situação é normal e que se trata de uma "demarcação de espaço" entre os Poderes.

— É normal que às vezes um Poder pise no pé do outro. É uma demarcação de espaço. Às vezes um exagera um pouco, outro empurra de volta. É natural, é saudável, é de uma democracia isso. E quem comete o excesso, na mesma hora os outros poderes iluminam a cena e quem cometeu o excesso recua — afirmou.