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Após fala de Trump, bolsas de NY fecham em alta; Nasdaq renova máxima

André Mizutani

O presidente americano apaziguou o tom, afastando a possibilidade de um agravamento das tensões geopolíticas com o Irã Os investidores parecem se voltar mais uma vez às perspectivas otimistas para o mercado acionário americano, após o pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afastou a possibilidade de um agravamento das tensões geopolíticas com o Irã. Com a melhora do humor, o Nasdaq renovou, nesta quarta-feira (8), a sua máxima histórica, batida no dia 2 de janeiro.

Trump confirmou que nenhum americano foi morto no ataque iraniano deflagrado na noite de terça (7) e disse que o país parece "estar reduzindo a sua ameaça". O presidente americano também anunciou a imposição de novas sanções econômicas contra o Irã, sem dar detalhes, e afirmou que o país "deve abandonar as suas ambições nucleares e o seu apoio ao terrorismo".

Diante desse cenário, o Nasdaq fechou em alta de 0,67%, a 9.129,24 pontos, renovando o seu recorde. O S&P 500 também chegou a operar acima do seu recorde, tocando os 3.267,07 na máxima intradiária, antes de fechar em alta de 0,49%, a 3.253,05 pontos, menos de cinco pontos abaixo de seu maior patamar histórico. O Dow Jones, por sua vez, fechou em alta de 0,56%, a 28.745,09 pontos.

Os índices de Nova York já operavam em alta desde o começo da sessão desta quarta, mas ampliaram os ganhos ainda no meio do pronunciamento do presidente americano, que parecia confirmar a perspectiva mais fraca de escalada das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã. Perto do fim da sessão, porém, os índices moderaram seus ganhos com a notícia da agência "Reuters" de que dois mísseis Katyusha teriam explodido na Zona Verde de Bagdá, região onde está localizada a embaixada americana.

Com a performance de hoje, os três índices apagaram as perdas da semana, com os investidores focando mais uma vez nos fundamentos, aparente sólidos, da economia americana e no suporte dado pela política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos).

Mais cedo, dados da Automatic Data Processing (ADP) e da Moody's Analytics indicaram que o setor privado do país criou 202 mil vagas de emprego em dezembro, superando com folga a expectativa de 150 mil vagas de economistas consultados pelo “Wall Street Journal”. O dado, visto como uma prévia do dado oficial de emprego, o chamado "payroll" — que será divulgado na sexta-feira (10) —, indica que o mercado de trabalho americano segue sólido.

Petróleo

Entre os índices setoriais, apenas as ações de energia fecharam em terreno negativo, recuando 1,74% na sessão. As ações foram prejudicadas pela forte queda do petróleo na sessão, com o afastamento dos receios de interrupção da oferta da commodity na região.

O contrato do petróleo Brent para março fechou em queda de 4,14%, a US$ 65,44 por barril, na ICE, em Londres, enquanto que o do WTI para fevereiro recuou 4,92%, a US$ 59,61 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).