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Após fabricante da Covaxin negar documentos, CPI da Covid quer revogar direito a silêncio de dono da Precisa

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - Após a Bharat Biotech negar a autenticidade de documentos apresentados pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde, a CPI da Covid quer pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconsidere o habeas corpus cedido a Francisco Maximiano, dono da empresa, em que ele tem o direito de ficar em silêncio durante a sua oitiva.

Maximiano será ouvido na CPI no início de agosto, após o fim do recesso. Em fevereiro, a Precisa vendeu 20 milhões de doses da Covaxin, da Bharat Biotech, ao Ministério da Saúde por R$ 1,6 bilhões.

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), planeja um pedido ao STF para reconsiderar o habeas corpus cedido a Maximiano.

— Depois de falsificar documento, ainda vão dar para ele um habeas corpus? Espero que ele possa falar e explicar essa falsificação de documentos. A denúncia não é feita pela CPI, é feita pela empresa — disse ao GLOBO.

O laboratório diz não reconhecer a autenticidade de dois documentos enviados pela Precisa ao Ministério da Saúde com uma suposta assinatura da Bharat Biotech. Procurada, a Precisa diz que "jamais praticou qualquer ilegalidade e reitera seu compromisso com a integridade nos processos de venda, aprovação e importação da vacina Covaxin".

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), também se pronunciou sobre o assunto em rede social. "Diante de mais de 20 irregularidades comprovadas pela CPI, o governo não rompeu o contrato intermediado por um caloteiro contumaz. A Bharat então desfez o negócio superfaturado. A CPI seguirá investigando e punirá os responsáveis pela propina nas vacinas."

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apontou que o contrato foi apenas suspenso e não rompido pelo governo federal.

"Comprovamos, através da CPI, inúmeras irregularidades e mesmo assim o governo não rompeu o contrato intermediado pela Precisa. Até agora, a Bharat então desfez o negócio superfaturado. As investigações continuam! Os propineiros não sairão impunes!", escreveu.

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