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Após escrever para Papai Noel, aluna de balé ganha sapatilhas de Ana Botafogo

·4 min de leitura

Primeira bailarina do Teatro Municipal, Ana Botafogo fez história na casa. Lá, brilhou em inúmeras montagens, como as do espetáculo “O quebra-nozes”, uma tradição de fim de ano. Ontem, Ana subiu ao palco novamente, mas o clássico natalino em cena era outro: ela presenteou Alicia Anjos, 9 anos, com o par de sapatilhas de ponta que a jovem aluna da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa pediu a Papai Noel, por carta, na campanha que os Correios do Rio promovem há mais de três décadas. Alicia teve seu desejo atendido e foi surpreendida por receber o presente das mãos de uma das principais estrelas do Municipal, instituição à qual a Escola Maria Olenewa é subordinada.

No Estado do Rio, mais de 20 mil cartinhas foram entregues para a campanha e parte delas ainda aguarda candidatos a padrinho. Os pedidos, variados, vão de skate, roupa, a cadeiras de rodas, passando pelo pop-it, o brinquedo da vez. Moradora da Ilha do Governador, Alicia entrou para a Maria Olenewa — a mais antiga escola de balé clássico do país, fundada em 1927 — no começo do ano. Estava em plena aula quando recebeu a visita de uma das maiores estrelas do Corpo de Baile do Municipal, onde pretende estar dentro de alguns anos.

— Eu tinha ficado nervosa quando fui escrever a carta. Agora, só estou muito feliz. Era um presente que eu já queria há muito tempo. Quero poder dançar com ela no Municipal um dia — planeja Alicia.

Ana Botafogo já havia participado da campanha promovida pelos Correios outras duas vezes, mas agora foi diferente:

— Fiquei muito feliz de poder estimular uma jovem bailarina. É o sonho de todo mundo que pratica o balé clássico poder ter a sapatilha de ponta. Sei o tamanho da ansiedade. O mais legal é saber que a primeira sapatilha deste tipo a gente nunca esquece, e isso vai ficar eternizado de uma forma linda para ela — conta Ana.

Para a mãe da menina, Liliane Anjos, de 40 anos, o sonho da filha é também uma realização dela:

— Eu e meu marido estamos desempregados. Não conseguiria jamais dar a sapatilha para ela. Fico muito feliz de ver esse sonho sendo realizado desta forma, no Municipal, ao lado da Ana, e servindo como incentivo para a carreira dela.

Caro papai noel

Nas cartas recebidas pelos Correios, as histórias e a esperança se repetem. Daniela Ribeiro não hesitou em lembrar a Covid-19 ao escrever sua mensagem: “Espero que o senhor e a mamãe Noel não tenham contraído o coronavírus e estejam usando máscara”, alerta, antes de fazer seu pedido: uma boneca.

Desde 2019, os irmãos Milena, de 10 anos; Manoela, de 8; Miguel, de 6; Eva, de 4; e, agora, Gael, de 2, procuram Papai Noel através dos Correios. Eles moram no bairro de Trindade, em São Gonçalo, com a mãe, a vendedora de empadas Sabrina Teles, de 31 anos. A mais velha, Milena, diz que escreveu uma carta bem colorida para chamar a atenção do bom velhinho. E caprichou nos pedidos:

— Este ano, eu desenhei patins que acendem a luz, uma bicicleta e uma cesta de guloseimas, tudo com as minhas cores prediletas, preto, rosa, azul e roxo.

Padrinhos fiéis

Antes mesmo da campanha se tornar oficial, a aposentada Nilza Fernandes, de 69 anos, escreveu para os Correios quando soube por vizinhos que os próprios funcionários se mobilizavam quando recebiam mensagens desse tipo — essa manifestação espontânea teria, inclusive dado origem à iniciativa. Até hoje ela faz questão de participar do projeto, mas como madrinha.

Marcelo Frazão, de 53 anos, também é do time dos padrinhos. O fotógrafo estreou em 2019, com cem cartas, que distribuiu entre amigos e parentes, e repete a dose este ano.

— É comovente demais. Ler as cartas e participar da campanha faz a gente ter uma outra visão da vida.

Desde 2020, o envio dos pedidos acontece no formato virtual, por causa da Covid-19, no site https://blognoel.correios.com.br/, mas há algumas exceções para a entrega da carta física. A campanha de recebimento vai até o dia 17 . O único critério para escrever é que a criança tenha até 10 anos e esteja em situação vulnerável. Para adotar uma carta, é só querer.

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