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Ibovespa segue na contramão do exterior e cai com peso da questão fiscal

Marcelle Gutierrez
·3 minutos de leitura

Investidores monitoram especialmente a questão do financiamento do programa Renda Cidadã O dia é de ganhos no exterior, mas o Ibovespa segue na contramão. O motivo que preocupa os investidores é o mesmo: o rumo da política fiscal e econômica do país. O novo capítulo veio da declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que diz ser contrário ao uso de recursos de precatórios para o Renda Cidadã, apesar de o governo ter anunciado a proposta ainda nesta semana, com a presença de Guedes. O Ibovespa operava em baixa de 0,64%, aos 93.996 pontos, por volta das 13h50. Na abertura, o índice chegou a subir 0,30%, na máxima dos 94.887 pontos, mas depois seguiu firme no território negativo. Na mínima, aos 93.599 pontos, o recuo chegou a 1,06%. O volume financeiro totalizava R$ 7,88 bilhões, com projeção de atingir R$ 18,84 bilhões até o fim do dia. Se seguir neste ritmo até o fechamento, o giro ficará abaixo da média diária de 2020, de R$ 20,5 bilhões. No exterior, a sessão tem sido levemente positiva, na expectativa de aprovação de um novo pacote de estímulos nos EUA, mas com preocupações em torno do avanço da covid-19 na Europa. O índice Stoxx 600 Europe, por exemplo, subiu 0,15%. Já em Nova York, o Dow Jones avança 0,34% e o S&P 500 tem alta de 0,55%. O EEM, principal fundo de índice (ETF) de mercados emergentes, avança 0,56%. Por aqui, a preocupação em torno da estabilidade das contas públicas brasileiras vem desde meados de agosto, mas foi reforçada nesta semana com o Renda Cidadã, com o financiamento do programa com o uso do Fundeb e precatórios. O motivo que causou mal-estar desta vez está exatamente na incerteza, após Paulo Guedes dizer que é contra o uso de precatórios. Segundo um gestor, que prefere não ser identificado, o governo parece não seguir o mesmo caminho e incerteza é o que o mercado financeiro não gosta. Em entrevista ao Valor, Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP Investimentos, reforçou a preocupação do mercado. “Qual é a agenda? Será mais populista com aumento de gastos ou não? As mensagens que vêm são conflitantes. Uma hora o teto de gastos é importante, bem como aprovar reformas e privatização. Outra hora vai achar outra solução com precatórios para o Renda Cidadã”, afirmou. Desde 29 de julho, quando fechou aos 105.605 pontos — maior patamar atingido pelo Ibovespa desde o piso causado pela crise do coronavírus —, a desvalorização acumulada é de 11,2%, ao considerar o pregão de hoje, em andamento. Como maiores altas da sessão, Azul PN avança 3,53% e Gol PN, 2,93%, favorecidas por recomendação de compra pelo Goldman Sachs. Já Natura ON recua 6,94% após anúncio de oferta pública de 121,4 milhões de ações, que pode levantar R$ 6,2 milhões. Destaque também para as ações da Petrobras, cuja ON cai 2,12% e a PN tem baixa de 2,04% com o recuo de 5% do petróleo Brent. A partir das 14h, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma também o julgamento da venda das refinarias e a expectativa do mercado é de uma decisão favorável à empresa. Reprodução/Facebook