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Após eleição de Fernández, mercado projeta dólar a 87,4 pesos em 2020

Caio Rinaldi

Já a mediana das estimativas para o PIB em 2019 aponta para retração de 3%, atenuando para queda de 1,7% em 2020; para 2021 projeção é de expansão de 1,6% O Banco Central da República Argentina (BCRA) divulgou nesta terça-feira (5) seu Levantamento de Expectativas de Mercado — equivalente à pesquisa Focus do BC brasileiro —, referente ao mês de outubro, na primeira pesquisa após a vitória de Alberto Fernández nas eleições presidenciais.

As projeções para o dólar oficial, também conhecido como maiorista, indicam que a divisa americana deve fechar ao fim de 2019 em 65 pesos por unidade, de acordo com a mediana, mas acelera a partir de janeiro e encera 2020 a 87,4 pesos.

Inflação

Os agentes do mercado projetam que a inflação oficial na Argentina encerre 2019 a uma taxa acumulada de 55,6%, conforme a mediana da coleta. Para 2020, a pesquisa aponta preços um pouco mais comportados, com inflação em 42,9%, chegando a 29,1% no resultado fechado de 2021.

Taxa de juros

Em relação à taxa básica de juros da economia argentina, que fechou outubro em 70,1% ao ano, poderá ceder ao patamar de 63,0% já em novembro, fechando 2019 em 60%. Para 2020, a estimativa é de 39,95%.

A atividade econômica, por sua vez, deve seguir em território negativo neste e no ano que vem, retomando a trajetória de expansão apenas em 2021. A mediana das estimativas para o PIB em 2019 aponta retração de 3,0%, atenuando para queda de 1,7% em 2020. Já em 2021, o PIB argentino deve apresentar expansão de 1,6%.

Em relação às contas públicas, a perspectiva é de que 2019 encerre com déficit primário de 177,1 bilhões de pesos, com ligeira melhora em 2020, para um rombo fiscal de 150 bilhões de pesos.