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Após descartar que ossada seja humana, investigação sobre desaparecimento de meninos na Baixada Fluminense continua

·2 minuto de leitura
  • Após denúncia de ossada em rio não vingar, apuração sobre o caso segue

  • Pedaços de ossos analisados eram fragmentos da causa de um animal

  • Família acredita que jovens, desaparecidos desde dezembro, seguem com vida

As investigações sobre o desaparecimento de Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, que sumiram na Baixada Fluminense no fim de dezembro, continuam. Nesta segunda-feira, 2 de agosto, um exame antropológico, ao qual o jornal EXTRA teve acesso, atestou que a ossada encontrada na semana passada no Rio Botas, em Belford Roxo, onde mergulhadores, bombeiros e policiais fizeram buscas pelos meninos, não é humana. Os seis pedaços de ossos, que estavam dentro de um saco preto, são fragmentos da cauda de um animal.

Após descartar que os ossos sejam humanos, a Polícia Civil segue com a investigação, mas ainda não revelou se novas buscas serão realizadas em outros trechos do Rio Botas.

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Na semana passada, um homem apontou o trecho do Rio Botas que fica próximo a uma ponte, que divide os bairros São Bernardo e Recantus, como tendo sido o destino dos corpos dos três meninos. Segundo o denunciante, seu próprio irmão teria jogado sacos com os restos mortais de Lucas, Alexandre e Fernando.

Os três garotos desapareceram no dia 27 de dezembro. Eles foram vistos pela última vez em uma feira do bairro Areia Branca, também em Belford Roxo. Moradores do Morro do Castelar, os meninos foram flagrados por uma câmera de segurança quando estavam a caminho da feira. Pelo menos duas testemunhas afirmaram, ao prestar depoimento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), terem visto os garotos no local.

A polícia trabalha com a hipótese de que os meninos tenham desaparecido logo após deixarem a feira ou nas proximidades da comunidade em que as famílias moram.

Famílias acreditam que crianças estão vivas

Segundo a defensora pública Gislaine Kepe, do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Publica, as famílias optaram por não acompanhar as buscas na última sexta-feira, dia 30 de julho, no Rio Botas, por acreditar que elas ainda estejam vivas.

Segundo o depoimento do homem que denunciou o irmão, os meninos teriam sido espancados e mortos a mando de José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como Piranha, que tem a prisão decretada por tráfico e controla o comércio de drogas no Complexo do Castelar, em Belford Roxo. O motivo do crime, segundo a testemunha, seria que uma das crianças estaria envolvida no furto de uma gaiola de passarinho.

O irmão do denunciante foi localizado pelos agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e também foi ouvido. Em suas declarações, ele negou o crime, mas admitiu ter jogado sacos no rio que haviam sido entregues por traficantes. O suspeito afirmou desconhecer o conteúdo dos invólucros. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão do homem, mas o pedido foi indeferido pelo Tribunal de Justiça do Rio.

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