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Após crise por submarinos, Reino Unido quer retomar cooperação com França

·3 minuto de leitura
Premiê britânico, Boris Johnson (dir.), quer retomar coooperação com a França (AFP/Leon Neal)

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, propôs nesta sexta-feira (24), ao presidente francês, Emmanuel Macron, "o restabelecimento da cooperação" entre os dois países, após a crise diplomática dos submarinos - anunciou a Presidência francesa.

Durante uma conversa por telefone durante a manhã, "a pedido de Londres", Johnson "expressou sua intenção de restabelecer uma cooperação entre a França e o Reino Unido", no âmbito de "valores e interesses comuns", informa uma breve declaração do Palácio do Eliseu.

"O presidente francês respondeu que espera suas propostas", acrescenta a nota divulgada por Paris. Entre os "interesses comuns", o governo francês menciona o clima, a região do Indo-Pacífico e o combate ao terrorismo.

De acordo com o gabinete de Johnson, os dois líderes concordaram em "continuar a trabalhar juntos" e também enfatizaram "a importância estratégica de [sua] cooperação de longa data na região Indo-Pacífico e na África".

A conversa aconteceu dois dias depois de outro telefonema, também relacionado com a "crise dos submarinos". Neste, o presidente americano, Joe Biden, buscou reduzir a tensão bilateral, após o inesperado anúncio, em 15 de setembro, de uma parceria estratégica entre Estados Unidos, Austrália e Reino Unido (AUKUS, na sigla em inglês).

Esta aliança sobre o Indo-Pacífico implicou o cancelamento, por parte de Canberra, de uma compra bilionária de 12 submarinos convencionais franceses. Em seu lugar, as autoridades australianas optaram por adquirir submarinos americanos a propulsão nuclear.

Em meio ao imbróglio, a França convocou seus embaixadores em Washington e em Canberra para consultas. Após a conversa com Biden, Macron decidiu devolver o diplomata Philippe Etienne aos Estados Unidos.

No caso britânico, ao criticar o "oportunismo permanente" do Reino Unido - nas palavras do chanceler francês, Jean-Yves Le Drian -, a França não considerou necessário convocar seu embaixador em Londres para consultas.

Nos últimos meses, as relações bilaterais em ambos os lados do Canal da Mancha se deterioraram, devido à aplicação do acordo do Brexit, especialmente em matéria de pesca, ou ainda, devido ao controle de migrantes que chegam à costa britânica procedentes da França.

No caso da pesca nas águas de Jersey, Londres não quer barcos franceses. Quanto aos migrantes, existe a ameaça de redirecionamento para a costa dos migrantes que tentam atravessar o Canal da Mancha.

"Estamos no limite de nossa paciência", disse o secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, na quinta-feira sobre os desentendimentos sobre a pesca.

"Há tempos a relação não era tão tensa", comentou a ex-embaixadora da França em Londres Sylvie Bermann, autora do livro "Goodbye Britannia".

"Nas capitais europeias, muitos viraram a página sobre os desafios pós-Brexit, mas os britânicos continuam a vê-los diariamente, e a narrativa de Johnson foi construída sobre a intransigência europeia", especialmente da França.

De fato, Londres muitas vezes atribui à França o papel de "policial mau" nas negociações, lideradas inclusive pelo francês Michel Barnier, lembra Fabry.

"De um lado temos um ministro britânico que quer mostrar que o Brexit é um grande sucesso. De outro, um presidente com lema europeu. Portanto, é normal que haja desentendimentos", diz Bermann.

No entanto, "a nível operacional, a cooperação e as relações continuam boas", assegura.

Por enquanto, resiste a cooperação em defesa e segurança. A França, por exemplo, precisa dis helicópteros de transporte Chinook para transportar suas tropas posicionadas no Sahel.

cs-jri/tjc/jvb/tt/mr

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