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Após críticas, Messenger Kids deixa pais verem histórico de mensagens e imagens

Rafael Arbulu

O Facebook anunciou hoje uma atualização para a versão infantil do Messenger, trazendo novos recursos de segurança e monitoramento dos pequenos por parte de seus pais. Em um post publicado em seu blog oficial, a empresa ressaltou detalhes como a possibilidade de monitorar mensagens e mídias trocadas pelo app, bem como detalhamento de remetentes em contato com seus filhos.

Os novos recursos estão disponibilizados dentro do Painel de Controle dos Pais (Parents Dashboard), acessível pelo próprio Facebook. Neles, é possível exibir informações pertinentes ao perfil de usuários que estejam interagindo com seus filhos, bem como acessar um histórico de mensagens e mídias (áudio, vídeo e imagem) trocadas com eles. Neste último, é possível ainda remover o material do histórico e denunciar conteúdo e perfil de quem os enviou, em caso de material impróprio ou perigoso.

Como uma medida protetiva mais direta, o painel de controle também permite que pais desloguem seus filhos da plataforma remotamente, além de baixar todas as informações pertinentes ao filho dentro do app.

Messenger Kids ganhou novos recursos de seguranças das crianças, para uso dos pais (Imagem: Divulgação/Facebook)

O Messenger Kids vem enfrentando duras críticas desde seu lançamento em dezembro de 2017: à época, grupos de proteção infantil pediram que o aplicativo fosse desligado pela segurança das crianças, além de pessoas questionarem os motivos do Facebook em lançar um app de mensagens voltado aos pequenos. Eis que, anos depois, em 2019, o Facebook levou uma nova onda de críticas ao admitir que uma falha recém-descoberta do app permitia que crianças fossem adicionadas a grupos de remetentes não aprovados pelos pais — algo que o Facebook em si vivia divulgando como medida principal de segurança.

Nem tudo são flores e ainda há razão para pais ficarem preocupados, porém: crianças ainda poderão interagir com contatos bloqueados caso eles estejam em chats de grupo com o mesmo remetente (nestes casos, o próprio app emitirá um alerta para a criança de que um contato bloqueado está presente no grupo). Ademais, contatos bloqueados poderão ser desbloqueados independentemente pelas próprias crianças, mas com a ressalva de que mensagens trocadas com estas pessoas permanecerão no histórico para que os pais possam ver.

A situação promete adicionar mais gasolina ao incêndio: o Facebook não possui um bom histórico no que tange a proteção da privacidade dos seus usuários e, embora a empresa afirme não se beneficiar comercialmente de informações dos apps voltados às crianças, nem tampouco compartilhar esses dados infantis com empresas publicitárias, a questão de sua segurança ainda é algo que carece de comprovação.

Fonte: Canaltech

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