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Após Covid e treinos interrompidos, Maria Iêda quer se divertir no pentatlo moderno

·3 minuto de leitura

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Entre os cinco esportes do pentatlo moderno, o preferido de Maria Iêda Guimarães é a esgrima. É por esta modalidade que a carioca de 20 anos começa sua participação nas Olimpíadas de Tóquio, nesta quinta-feira (5), à 1h.

Será uma experiência diferente para a família Guimarães. Eles estão acostumados a acompanhar as provas juntos, próximos a Maria Iêda, e nunca atravessando a noite.

"Em casa, qualquer assunto termina em pentatlo. A gente assiste reunido. É uma prova longa, dura o dia inteiro. Espero que mais gente acompanhe no Brasil porque é um esporte muito interessante", defende a atleta.

Um, não. Cinco. Depois do concurso de esgrima, a brasileira vai nadar 200 m, fazer prova de salto de hipismo e o laser run, que combina corrida e tiro esportivo.

Treinar qualquer uma das cinco modalidades era impensável para a criança Maria Iêda e seus dois irmãos quando o pai, Edson, chegou em casa perguntando quem gostaria de praticar pentatlo.

"A gente nem sabia o que era aquilo. Nem meu pai. Eu respondi 'de jeito nenhum'."

O presidente do Clube dos Oficiais da Vila Militar, onde Edson prestava serviços, sabia que ele tinha três filhos pequenos em casa. Avisou que havia um programa social para ensinar as modalidades do pentatlo a crianças.

Maria Iêda, sua irmã gêmea Maria Cristina e o irmão Edson Júnior começaram a praticar. Só uma persistiu.

"Comecei direto no pentatlo. Foi só o que fiz na vida. O que acho muito legal é ser tão incerto. Toda vez a gente se supera porque é um esporte difícil, que mistura técnica com condicionamento. Eu gosto de me desafiar", afirma ela.

Ainda bem porque desafio foi basicamente o que ela teve em 2020. Quem estava acostumada a treinar pelo menos três modalidades por dia (às vezes as cinco no espaço de oito horas), foi obrigada a parar tudo por causa da pandemia. Pior do que isso, Maria Iêda teve Covid-19 e levou tempo para poder retornar aos treinos com carga total.

"Tive de abrir mão de muita coisa, modificar vários treinos. Foi difícil" confessa.

Ela gosta mais da esgrima (e do hipismo), pela técnica envolvida. É apaixonada por esse tipo de particularidades do esporte. A prova final, o laser run, acontecerá às 7h30 de sexta-feira (6).

Se a desconfiança inicial com o convite para o esporte foi logo substituída pelo entusiasmo, ela vacila no momento de responder sobre o desempenho esperado em Tóquio. A vaga veio com o quarto lugar no Pan-Americano de Lima, em 2019. A brasileira obteve a classificação por ser a melhor sul-americana na competição. Foi quando ela percebeu o quanto o pentatlo havia se tornado sério em sua vida.

Maria Iêda quer falar em medalha e acredita que ela é possível, mas não deseja criar expectativa desmedida. Vê o concurso olímpico como algo bem equilibrado. E o pentatlo premia a regularidade.

"Penso em medalha, claro. Quero fazer uma das melhores provas da minha vida. Resultado é consequência disso. Eu quero me divertir. Ainda mais depois de tudo o que aconteceu desde o início da pandemia."

O Brasil já subiu ao pódio olímpico com o pentatlo. Yane Marques foi bronze em Londres-2012. A única sul-americana a conseguir a medalha na história dos Jogos.

Maira Iêda e Yane Marques tiveram contatos esporádicos. Durante a pandemia, a medalhista lhe deu dicas de treinos e atividades que poderia fazer para se manter em forma.

Acima de tudo, a intenção da atleta brasileira é viver o sonho. Antes mesmo de embarcar, ela já estava pensando em como iria se sentir ao competir em Tóquio.

"Todo mundo está em um momento muito frágil e precisa de qualquer coisa que traga esperança. Eu ganho minha vida com isso, com o esporte, e tive de parar com tudo. Só de estar lá vai ser uma emoção de verdade. Quero me divertir fazendo o que amo."

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