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Após confirmação do Rio ter queima de fogos sem shows no réveillon, público questiona plano para evitar aglomerações

·2 min de leitura

RIO — A confirmação do governador do Rio, Claudio Castro (PL), para ser realizada, no réveillon, queima de fogos em Copacabana, na Zona Sul da cidade, e em outros pontos da capital rapidamente repercutiu nas redes sociais. Internautas publicaram mensagens comentando a decisão, que vem após o cancelamento da festa pelo prefeito Eduardo Paes, como anunciado no último sábado (4).

O martelo foi batido depois de divergências entre os comitês científicos do município e do estado do Rio. Enquanto o primeiro diz que a festa com a presença de público poderia ser realizada, o segundo afirma ser necessário evitar as aglomerações durante a celebração. Paes optou por seguir a orientação mais restritiva. Ainda assim, o prefeito voltou a conversar com Castro pedindo que o caso fosse reavaliado para ocorrer ao menos a tradicional queima de fogos. A permissão gerou questionamentos sobre se estimulará aglomeração e o atual cenário com unidades de saúde lotadas devido ao surto de gripe.

Um internauta questionou:

"Sem sentido queima de fogos quando se quer evitar aglomeração, mas fazer o que, né?"

Outro destacou a decisão em autorizar apenas parte da festa para celebrar o ano novo:

"Sr prefeito não seja hipócrita, não ter show na praia mas queima de fogos pode...

Se tem queima de fogos Sr acha que o povo não vai aglomerar, vão levar até caixa de som"

A revisão dos planos para as comemorações ganhou força com a descoberta da variante Ômicron da Covid-19, com casos já confirmados no Brasil. A nova cepa tem feito, inclusive, países fecharem as fronteiras e endurecerem as regras para avançar com a vacinação contra o novo coronavírus. Em entrevista nesta terça-feira, o governador Claudio Castro disse que para evitar o deslocamento do público para os pontos de queima de fogos. No caso da Praia de Copacabana, o mais tradicional na cidade e conhecido mundialmente, não será permitido estacionamento na orla e será definido o plano para os transportes no dia 31.

No momento, a cidade do Rio enfrenta um surto de influenza, o que tem levado uma corrida às unidades de saúde em busca de atendimento, o que tem gerado horas de espera por atendimento. A capital ampliou a campanha de vacinação contra a gripe para toda a população, mas segue, desde a semana passada, com o calendário parado por falta de doses. A lotação de hospitais e clínicas nos últimos dias também foi citada na discussão sobre o réveillon na cidade

O governo do estado afirmou que as festas privadas terão regras a cargo de cada município. Com buscas em alta, inclusive em quiosques da orla, as comemorações particulares também entraram na discussão.

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