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Após Brexit, o porto irlandês de Rosslare se torna porta de entrada para a UE

Joe STENSON
·2 minuto de leitura
Um caminhão de carga Nolan Transport é carregado no ferry Brittany Ferries 'Cap Finistere', antes de partir para Cherbourg, França, do porto de Rosslare Harbour em Rosslare, sudeste da Irlanda em 27 de janeiro de 2021

Na espessa neblina matinal, uma gigantesca balsa de Dunquerque, na França, atraca e descarrega um fluxo de caminhões no pequeno porto irlandês de Rosslare, que viu o tráfego entre a União Europeia disparar após o Brexit.

A linha Dunkerque-Rosslare, no extremo sudeste da Irlanda, foi inaugurada pela empresa dinamarquesa DFDS no dia 2 de janeiro e permite que as transportadoras cheguem à República da Irlanda a partir do resto da União Europeia sem passar pelo Reino Unido, evitando as novas barreiras alfandegárias existentes impostas com o Brexit no início deste ano.

Desde então, o porto registrou um aumento de 476% no tráfego de carga com destino à Europa continental em relação ao ano passado, disse seu diretor, Glenn Carr, à AFP.

“Passamos de três serviços diretos semanais para a Europa continental para 15 hoje”, acrescenta.

No caminho para as docas, uma placa saúda os visitantes proclamando "Rosslare Europort: a porta de entrada para a Europa."

- Não passar pelo Reino Unido -

O Reino Unido deixou oficialmente a UE em 31 de janeiro de 2020, mais de três anos e meio após o referendo em que o país votou 52% a favor do Brexit. Mas os efeitos dessa decisão só começaram a se fazer sentir no início deste ano, com o fim do período de transição pós-Brexit.

Confrontadas com as restrições e atrasos causados pelos novos procedimentos, as transportadoras irlandesas estão cada vez mais relutantes em usar o Reino Unido para ligar a Irlanda ao continente, como fizeram anteriormente.

Antes do Brexit, mais de 150.000 caminhões a cada ano transportavam cerca de três milhões de toneladas de mercadorias de e para a UE por meio desta rota, cruzando rapidamente o Mar da Irlanda de balsa para desembarcar no País de Gales e, em seguida, através do Canal da Mancha do sul da Inglaterra.

Mas no início de janeiro, o porto de Dublin - um elo fundamental nesta "ponte terrestre" - sofreu uma súbita calmaria em seus fluxos e as companhias de balsas tiveram que cancelar alguns navios.

Desde então, parece que o porto de Rosslare, muito menor que o de Dublin, mas o segundo maior centro de carga da Irlanda, poderia se tornar a nova rota preferida para a Europa, menos complicada do que atravessar o Reino Unido, apesar de uma distância maior por mar.

“Quando se trata de uma viagem com mercadorias de um ponto a outro, descobrimos que não há muita diferença (no tempo) entre esta rota e a ponte de terra”, diz Carr. “Mas aqui você não tem que preencher papelada, você economiza combustível e os motoristas ficam mais descansados".

De acordo com Carr, alguns sinais mostram que os hábitos do revendedor e do consumidor já mudaram desde o final do período de transição.

"Muitos dos principais varejistas irlandeses agora trazem seus produtos diretamente da Europa continental", diz ele. "Estamos vendo grandes clientes como a Amazon trazendo muitas remessas diariamente."

jts-acc/es/ap