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Após autorização, visitas de imunizados a alas Covid dos hospitais públicos e privados ainda não começam nesta segunda

·4 minuto de leitura

RIO — A partir desta segunda-feira (17), pacientes com Covid-19 internados em hospitais da capital estão autorizados a receber visita de pessoas que estejam imunizadas contra o vírus no esquema completo — passados 14 dias após a segunda dose. A resolução foi publicada no Diário Oficial do Município desta manhã, conforme adiantou O GLOBO, mas as unidades de saúde ainda precisam de tempo para se ajustarem à novidade. Diretorias de unidades da rede municipal, como o Hospital Ronaldo Gazzolla, por exemplo, estão se inteirando sobre as mudanças junto à Secretaria de Saúde. Da mesma forma, a Associação de Hospitais Privados do Rio, que é a favor da autorização, afirmou que os hospitais ainda precisam se adequar ao protocolo.

O texto traz regras para os visitantes, como obrigatoriedade de apresentar o comprovante de vacinação e o uso constante de máscara. A resolução ainda informa que as regras são estabelecidas por cada unidade de saúde, como horário e número de visitas por leito. Neste domingo, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicou ao GLOBO que cada unidade teria autonomia para organizar a visitação. Nesta manhã, ele retomou o assunto em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo.

— Liberação para toda a rede municipal, estadual, federal e privada, mas cada hospital tem sua autonomia para planejar como vai fazer isso, como vai fazer isso, e qual a quantidade de pacientes. Havia uma vedação para todos os hospitais, e ela agora está sendo liberada com a decisão de cada hospital do momento ideal para fazer essa retomada — explicou Soranz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) salientou que "as direções dos hospitais têm autonomia para decidir a partir de quando, horários e regras próprias para a visitação em cada unidade".

O diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, Graccho Alvim, destacou que na Europa e nos EUA já houve autorização semelhante. A posição da associação, diz, é favorável à nova resolução, por entender que as visitas podem ser positivas aos pacientes.

— Primeiro, a vacinação tem se mostrado bastante eficaz. Então, até em termos psicológicos, o paciente receber visita de um imunizado vai ser muito importante. Para o paciente vai fazer a diferença — explicou Alvim, que, por outro lado, ainda não precisou uma data para o início do novo protocolo nos hospitais particulares. — As unidades vão precisar se adaptar, mas não acho que seja um obstáculo tão difícil, porque lidamos com mudanças de protocolos o tempo todo. Acho que em alguns dias já será possível todo mundo estar adequado à nova orientação.

No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla — unidade de referência no tratamento de pacientes com Covid-19 —, em Acari, as 347 pessoas internadas neste segunda-feira também terão de esperar mais um pouco para rever parentes e amigos pessoalmente. Pouco antes das 11h, a atendente informava ao telefone que a visitação segue proibida, uma vez que não houve notificação sobre a resolução. No início da tarde, O GLOBO apurou que a direção da unidade estava em reunião com a secretaria para saber mais detalhes da mudança.

Nas redes sociais do hospital não há informações sobre a permissão para as visitas. Apenas por meio de mensagem privada, num perfil da unidade, foi explicado que o planejamento para a mudança está em curso e deve ser anunciado em breve:

"Por sermos um hospital que cuida exclusivamente da covid estamos estudando a melhor forma de implantar a visitação de forma segura - tanto para o paciente quanto para o seu familiar. Assim que tivermos um protocolo e mais informações, avisaremos."

Para o infectologista da UFRJ, Celso Ramos, em que pese o cenário epidemiológico ainda grave, o que não favorece o cenário ideal para relaxamento, a possibilidade de visita é importante para o paciente, afirmou. Ele próprio esteve internado com Covid-19 durante a pandemia e relatou que a experiência de "isolamento" é muito difícil. O importante, diz, é que se tenha protocolos bem definidos, inclusive com limitação de quantidade de visita.

— Espero que todos os cuidados necessários sejam tomados (na nova autorização). Dado essa preocupação, acho que é importante a medida. O paciente sempre tem, a princípio, o direito de receber visitas, se não houver limitações sanitárias. Eu fiquei internado com Covid e sei como é. Para o paciente é muito solitário, é muito ruim, você fica sozinho no quarto vendo TV e esperando que algo aconteça — explicou o especialista, que destacou a importância de se acreditar na vacina. — A vacina é eficaz, impede mortes, impede hospitalização, e estamos vendo isso.

Já para Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da Uerj e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), ainda é prematuro permitir a visitação:

— Acho arriscada e prematura ainda a decisão porque não temos estudos do tempo necessário de imunidade. Precisaríamos ter mais segurança para propor. Acho que é mais correto investir em medidas para que as pessoas se falassem virtualmente.

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