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Após ataque hacker contra JBS, EUA devem mostrar postura mais agressiva diante da Rússia

·3 minuto de leitura

Por Andrea Shalal

WASHINGTON (Reuters) - Um ataque hacker à JBS, maior processadora de carne do mundo, cometido por um grupo provavelmente sediado na Rússia fortaleceu a determinação do governo dos Estados Unidos de responsabilizar Moscou por ataques cibernéticos, ainda que eles não estejam ligados diretamente ao Kremlin.

O presidente dos EUA, Joe Biden, iniciou uma análise da ameaça representada por ataques de hackers e debaterá a questão com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, neste mês, disse a Casa Branca nesta quarta-feira.

"O presidente Biden certamente pensa que o presidente Putin e o governo russo têm um papel a desempenhar na interrupção de tais ataques", disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Na terça-feira, a Casa Branca disse que a JBS, dona de marcas como Swift e Seara, informou ao governo dos EUA que um ataque hacker atingiu a companhia e afetou a produção de carnes na América do Norte e na Austrália. O ataque fez com que as operações da empresa na Austrália fossem interrompidas na segunda-feira. Além disso, paralisou o abate de animais nas unidades da empresa em diversos Estados norte-americanos.

A invasão dos sistemas digitais da JBS marcou o terceiro grande ataque eletrônico ligado a hackers russos desde que Biden tomou posse, em janeiro, e veio na esteira de ataques à Colonial Pipeline e a software desenvolvido pela SolarWinds Corp.

"Biden indica sua disposição de responsabilizar a Rússia de alguma maneira pelo ataque ao oleoduto, embora ele tenha sido cometido por uma organização criminosa", disse Tom Bossert, assessor de segurança interna destacado do ex-presidente Donald Trump. "Este é um grande salto adiante."

A Casa Branca pretende aproveitar uma cúpula de 16 de junho entre Biden e Putin para enviar uma mensagem clara ao líder russo, disseram autoridades.

A Rússia engrossou o coro de países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) ao endossar um relatório de março que combina normas voluntárias contra crimes digitais, inclusive um compromisso de não realizar ou apoiar conscientemente ataques eletrônicos que violam a lei internacional e danificam ou prejudicam elementos críticos de infraestrutura.

Biden, que repreende reiteradamente a Rússia por ter prendido Alexei Navalny, um crítico do Kremlin, e por sua presença militar crescente perto da Ucrânia, pedirá a aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a líderes da União Europeia e ao G7 que apoiem uma tomada de postura forte e unificada diante da Rússia em cúpulas separadas antes de ele se encontrar com Putin, dizem autoridades dos EUA.

Entre aliados ocidentais, é crescente o consenso de que ações mais fortes são necessárias, dizem.

Na terça-feira, a Casa Branca disse que está se engajando diretamente com o governo russo, um comunicado que assinala uma guinada clara rumo a uma política norte-americana nova e mais assertiva para a Rússia no que diz respeito aos ataques digitais, disseram autoridades de segurança e analistas antigos e atuais dos EUA.

A reação da Casa Branca veio depois que o senador Lindsey Graham e outros republicanos criticaram o governo Biden por uma resposta "fraca" ao ataque que atingiu no mês passado sistemas de computadores da Colonial Pipeline, que opera o maior duto de combustível do país. O ataque, do tipo "ramsonware", em que os sistemas são codificados impedindo o acesso a menos que as vítimas entreguem o que os hackers pediram, foi cometido por um grupo conhecido como DarkSide, que teria laços com a Rússia.

Há tempos a comunidade militar e de inteligência dos EUA tem capacidade de danificar servidores de computador usados por hackers particulares em outros países, e praticamente tem se refreado devido aos receios diplomáticos das consequências – mas o ataque, também do tipo ramsonware, à JBS pode sinalizar um divisor de águas.

"O governo dos EUA deveria estar preparado para usar suas capacidades para derrubar diretamente a infraestrutura usada – quer pertença a um governo ou a um grupo delegado – caso os ataques aumentem", opinou Bossert.

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