Mercado fechará em 3 h 41 min
  • BOVESPA

    108.633,30
    -2.153,13 (-1,94%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.827,48
    -470,72 (-0,90%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,42
    -2,00 (-2,40%)
     
  • OURO

    1.780,60
    -4,30 (-0,24%)
     
  • BTC-USD

    63.722,35
    -2.836,08 (-4,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.505,58
    -29,06 (-1,89%)
     
  • S&P500

    4.532,66
    -3,53 (-0,08%)
     
  • DOW JONES

    35.488,12
    -121,22 (-0,34%)
     
  • FTSE

    7.201,61
    -21,49 (-0,30%)
     
  • HANG SENG

    26.017,53
    -118,49 (-0,45%)
     
  • NIKKEI

    28.708,58
    -546,97 (-1,87%)
     
  • NASDAQ

    15.433,00
    +55,50 (+0,36%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,5783
    +0,0587 (+0,90%)
     

Após alta no preço, Brasil tem menor consumo de carne vermelha em 26 anos

·1 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma bandeja de carne moída. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma bandeja de carne moída. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A carne vermelha acumula alta de 30,7% em 12 meses, segundo os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com alta da inflação e 14,1 milhões de desempregados, o consumo do alimento diminuirá em quase 14% neste ano, se comparado a 2019, antes da pandemia.

É o menor nível registrado para consumo de carne bovina no Brasil em 26 anos, aponta a série histórica da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com início em 1996.

A alta dos preços também obriga brasileiros a procurar substitutos para a carne, mesmo que os alimentos sejam menos nutricionais. É o caso das famílias que recorrem ao pé, pescoço e miolos de galinha. Comerciantes também sentiram a alta na compra de miojos.

A professora da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas, Glaucia Pastore, afirmou que "grande parte da população está consumindo não atingem os preceitos nutricionais adequados ou talvez a quantidade não seja adequada".

Comer para subsistir, diz ela, tem consequências: "A população tem mais possibilidades de adquirir doenças virais ou outras crônicas não transmissíveis, como diabetes, cardiopatias, câncer, que se prolongam por toda a vida, impossibilitando de trabalhar".

Até o final do ano passado, 116,8 milhões de brasileiros viviam em situação de insegurança alimentar e 19 milhões passavam fome, segundo uma pesquisa de rede PENSSAN.

Outro dado recente é de uma pesquisa do Datafolha, que aponta que 85% dos entrevistados diminuíram o consumo de algum alimento em 2021. Destes, 67% reduziram a carne vermelha. Outros 35% citaram o arroz e feijão, base da alimentação do brasileiro.

Carlos Cogo, diretor da consultoria de agronegócios Cogo, prevê que as pressões sobre os alimentos permanecerão pelo menos até 2022-2023.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos