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Após alerta, SpaceX afirma que não houve risco de colisão com satélite da OneWeb

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

No final de março, o 18º Esquadrão de Controle Espacial da Força Espacial dos EUA recebeu um alerta de uma possibilidade de colisão entre satélites da OneWeb e Starlink. As espaçonaves tinham 1,3% de chance de colidir e passaram a quase 60 m de distância uma da outra. Contudo, o problema não se encerrou ali e a SpaceX alega agora que, na verdade, os satélites não estavam tão próximos assim e que não houve risco de impacto. No fim, o impasse rendeu uma reunião com a Federal Communications Commission (FCC), a agência reguladora de telecomunicações nos Estados Unidos.

Tanto a SpaceX quanto a OneWeb estão desenvolvendo megaconstelações de satélites que vão fornecer internet para todo o mundo. A empresa de Elon Musk já lançou mais de 1.400 satélites, enquanto a OneWeb lançou 182 unidades — isso sem mencionar os de outras empresas que também trabalham com este serviço. Assim, a preocupação com a chance de colisão, mesmo que remota, não era sem fundamentos: se realmente tivesse acontecido, ela poderia resultar no espalhamento de detritos perigosos em órbita seguida de um “efeito dominó”, causado por colisões com outros objetos.

Lançamento de foguete Falcon 9 para levar satélites Starlink para a órbita (Imagem: Reprodução/Stephen Clark/Spaceflight Now)
Lançamento de foguete Falcon 9 para levar satélites Starlink para a órbita (Imagem: Reprodução/Stephen Clark/Spaceflight Now)

Apesar de os satélites terem passado um pelo outro sem aproximar mais do que deveriam, a questão não se encerrou. Mesmo sem a colisão ter acontecido, as duas empresas acabaram se reunindo com a Federal Communications Commission (FCC). Após a discussão, a SpaceX e OneWeb não chegaram a um acordo completo em suas colocações.

David Goldman, diretor de Política de Satélites na SpaceX, assinou uma carta destinada a Marlene H. Dortch, diretora interina da Divisão de Oportunidades de Negócio e Comunicações na FCC, em que declarava que “apesar de relatórios recentes indicarem o contrário, as partes deixaram claro que não houve nenhuma ‘quase colisão’ ou ‘passagem próxima”. Além disso, no documento a SpaceX afirmava que os oficiais da OneWeb “optaram por expor pública e erroneamente as circunstâncias da coordenação”, e que agora ofereciam uma retratação para corrigir o que foi colocado.

Ainda no documento, a SpaceX “expressava sua decepção com a Comissão que os oficiais da OneWeb escolheram para publicar erroneamente as circunstâncias da coordenação”, e finalizou o documento agradecendo a proposta da outra empresa para se retratar após as colocações. O próximo problema é que isso não aconteceu: como resposta à carta protocolada, a OneWeb ressalta que não fez nenhuma oferta para se retratar sobre declarações feitas à imprensa.

Satélite da OneWeb (Imagem: Reprodução/OneWeb)
Satélite da OneWeb (Imagem: Reprodução/OneWeb)

Além disso, a empresa afirmou que “notou, durante a reunião, que às vezes a cobertura de imprensa pode ser equivocada em alguns aspectos — algo observado pela própria SpaceX ao solicitar a reunião com o FCC, em primeiro lugar”, e mantiveram o ocorrido conforme foi reportado. O documento da SpaceX afirmava que a probabilidade de colisão não havia sido tão alta a ponto de não poder ser corrigida com uma manobra, tanto que ambas as empresas tinham planejado manobrar suas espaçonaves para reduzir as chances de impacto.

Eles ressaltam que a colisão não teria acontecido mesmo sem manobra alguma sendo feita. A SpaceX encerrou a carta afirmando que as declarações públicas da OneWeb coincidem com o esforço que a empresa vem fazendo para evitar que a SpaceX para aplicar uma atualização de segurança em seu sistema, e levantou o nome da operadora Viasat, sugerindo que problemas de comunicação entre as empresas estão ameaçando a segurança geral no espaço.

Essa não é a primeira vez que surge controvérsia envolvendo um possível encontro perigoso entre um satélite Starlink e outra espaçonave: em 2019, por exemplo, a Agência Espacial Europeia precisou mover o satélite Aeolus para evitar que um Starlink passasse perigosamente perto dele. Na ocasião, a agência espacial se queixou da coordenação com a SpaceX, mas afirmam que a cooperação com a empresa está melhor atualmente.

Fonte: Canaltech

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