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Aos 73 anos, Nuno Leal Maia fala de fama, cita arrependimento na carreira e afirma: 'Não envelheci'

·4 minuto de leitura

“Alô, é da casa do Tony Carrado?”. “Alô, posso falar com o professor Fábio?”. “Alô, o Gaspar está?”. Numa era pré-celular e redes sociais, Nuno Leal Maia lembra que não tinha sossego em casa quando viveu três de seus papéis de maior sucesso na TV: “Eu tinha que tirar o telefone do gancho. Na época de ‘Mandala’ foi ainda pior, ligavam o tempo todo. Foi difícil”.

Um desses personagens, o paizão e surfista de “Top model”, uma das novelas de maior Ibope do horário das sete, está de volta com a entrada da trama de 1989 no catálogo do Globoplay. “Foi um estouro também, veio muito forte e marcou muito minha maneira de falar. Mas o público era formado por gente mais jovem e sugava menos energia da gente”, recorda o ator.

Hoje, aos 73 anos e longe das novelas há sete, Nuno leva uma vida mais pacata, dividindo-se entre as cidades do Rio, São Paulo e Santos, onde passa a maior parte do tempo. Casado há quase duas décadas com Monica Camilo, 30 anos mais jovem, ele tem feito pequenos trabalhos para séries de canais a cabo e em projetos de amigos: “Fui saindo de cena aos poucos, mas faço o que pinta. É difícil eu recusar um trabalho”. Embora seu lado paternal tenha feito sucesso na ficção, o ator não tem filhos, diz que “não pintou” ser pai e que está muito feliz no seu atual relacionamento: “Se você encontrar uma pessoa bacana, que combina contigo, vale a pena. Vai fundo que dá certo. A gente divide tudo”.

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'Não extrapolei para a queda não ser violenta'

Por nunca ter acreditado no glamour da profissão, o ator não sente falta das badalações nem das facilidades que o sucesso pode proporcionar. Nuno sempre manteve os pés no chão, sem deslumbramento. “Glamour é coisa de Hollywood, nunca acreditei nisso. Sempre soube onde estava pisando. Não é porque trabalho na TV que vou achar que sou uma estrela. O sucesso nunca me subiu à cabeça. Sempre tive humildade. Quem é humilde é grandioso. A humildade é você saber tratar as pessoas com educação. Aqui a gente é ator e às vezes nem recebe”, diz.

Sem estrelismo e muito menos ostentação. O pé no chão foi mantido também quando o assunto era dinheiro: “Nunca quis ter um carro conversível para passear em Ipanema. Sempre morei no meu apartamento em Botafogo e não fiz loucuras. Não extrapolei para a queda não ser violenta. É melhor cair de um muro baixo”.

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'Já experimentei de tudo'

E Nuno Leal Maia continua duro na queda. Pratica esportes, faz yoga e dá suas nadadas no mar. “Gosto de nadar no Leme quando estou no Rio”, diz. A idade não é uma questão para ele. “Não envelheci. Para mim, por enquanto, está de boa. Tem que manter o espírito jovem e o corpo tem que administrar isso, senão acaba mais rápido mesmo. Uma vez, quando eu fazia a peça ‘Hair’ com Antonio Marcos (cantor), fomos a um café em São Paulo e ele começou a beber muito, dizia que vivia tudo intensamente, que queria chegar ao limite dele. Mas não critico nem julgo”, conta Nuno, que viu o colega morrer, aos 46 anos, vítima de insuficiência hepática, consequência do alcoolismo:

“Já experimentei de tudo, não vou dizer que não. Mas não me sinto bem bebendo. Bebo uma vez a cada quatro meses. O álcool atrapalha meu conhecimento corporal. Prefiro ficar tomando meu suco de laranja”.

'Fiz a burrada de recusar esse papel'

Mas no alto de seus mais de 40 anos de carreira, um arrependimento pelo menos ele tem. Foi quando recusou o papel principal em “Vamp”, em 1991, vindo do sucesso de “Top model”, que acabou ficando com Reginaldo Faria. “Achava que a imagem de galã ia começar a me atrapalhar e fiz a burrada de recusar esse papel. Reconheço que isso me tirou um pouco o foco de ator principal, de protagonista”, acredita Nuno, que viveu outro personagem na trama, o padre Jurandir.

Por ironia, entre tantos personagens, foi exatamente um galã que marcou sua vida para sempre. Até hoje, por onde passa, ele ainda é chamado de professor Fábio, que conquistava a indomável Jô Penteado, vivida por Christiane Torloni em “A gata comeu”, de 1985:

“Sou parado na rua e recebo ainda muitas mensagens de carinho por causa desse papel. É o mais lembrado de todos, não tem jeito. Na verdade, nunca entendi muito esse sucesso. Eu brincava com Herval (Rossano, diretor) que a história era muito água com açúcar e não daria certo. Eu estava completamente errado”.