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Aos 20 anos, filha de Fernanda Young diz que nunca namorou e fala da saudade da mãe: 'Dói pra caramba'

·2 minuto de leitura

Aos 20 anos, Estela May, uma dos quatro filhos de Fernanda Young com o também autor Alexandre Machado, já trabalha escrevendo e desenhando tirinhas. Com planos de fazer cursos de cinema, ela não descarta escrever roteiros, assim como fizeram seus pais. Durante a pandemia, só saiu de casa para passar alguns dias no sítio da família em Gonçalves, Minas Gerais, e confessa "ter pirado um pouco" e ter se entregado à melancolia. Sentimentos ainda mais aflorados pela saudade da mãe, morta em agosto de 2019. Recentemente, Estela migrou para o quarto onde Fernanda dormia e montou ali sua sala de trabalho. Talvez como uma forma de sentir a escritora mais próxima.

"Dói pra caramba. Parece ser uma ferida que nunca vai fechar. No início, ficava desesperada em pensar que cada dia ficava mais distante do tempo que estive ao lado dela. Passei por uma grande crise existencial de questionar quem sou eu sem minha mãe. E ainda estou passando. Dá uma saudade doida, mas sinto sua presença na casa toda hora", diz a jovem em entrevista à "JP".

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Hoje já adulta, Estela May, que tem uma irmã gêmea, Cecília, reconhece ter sido, segundo suas próprias palavras, uma criança esquista, especialmente pelas manias que tinha. "Teve uma época em que eu só dormia com um guarda-chuva aberto em cima da minha cabeça. Em outra fase, só dormia com a luz acesa, em outra, só comia se tivesse um ketchup na minha mão", conta ela, acrescentando que teve também uma adolescência não muito diferente: "Foi difícil pra caramba. Ainda me sinto passando por isso. Primeiro, meu pai ficou doente, depois minha mãe morreu. Acho que perdi uma fase que seria de diversão. Nunca namorei, sou muito quietinha. Quando estava começando a gostar de sair e encontrar pessoas, começou a pandemia e eu voltei para o meu quartinho".

Do pai, Estela diz ter herdado o gosto pela reclusão, mas as semelhanças acabam sendo maiores entre ela e Fernanda Young: "Ela foi feita para mim porque tudo dela, inclusive as roupas, os livros, me servem. Até mesmo os sapatos, e eu calço 34, tendo 1,70 m! Tenho dela essa forma de me expressar pela arte e de ser sensível. Ela pegava todas as dores dos outros. Mas tinha um lado agressivo, de falar o que queria, que eu não tenho, mas almejo".