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Ao vivo: Queiroga desvia de perguntas e não diz se concorda com Bolsonaro sobre uso de cloroquina; acompanhe

·3 minuto de leitura

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem evitado responder às questões dos senadores na CPI da Covid no Senado. Durante seu depoimento nesta quinta-feira, Queiroga se recusou a dizer se concorda ou não com a posição do presidente Jair Bolsonaro sobre uso da cloroquina no tratamento precoce da Covid-19, apesar da insistência do relator Renan Calheiros (MDB-AL) e do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Queiroga também foi questionado várias vezes sobre as declarações dadas pelo presidente na quarta-feira. Sem citar o nome do país, Bolsonaro insinuou que a China criou o coronavírus como parte de uma "guerra química". A resposta padrão do ministro na CPI foi a de que ele não poderia fazer juízo de valor sobre falas do presidente. Também houve perguntas sobre falhas do Ministério da Saúde antes de sua chegada ao cargo. Nesse caso, a resposta padrão foi a de que não poderia falar sobre gestões anteriores. O ministro afirmou, no entanto, que Bolsonaro lhe deu autonomia para formar sua equipe no Ministério da Saúde e que é a favor da autonomia de estados e municípios para adotar medidas restritivas como "lockdown.

Acompanhe ao vivo a CPI:

No início da tarde, os senadores que compõem a CPI da Covid decidiram adiar para a próxima terça-feira o depoimento com o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, que estava previsto para a tarde de hoje, para ouvir por mais tempo o ministro da Saúde.

Sobre o uso da cloroquina, questionado por Renan logo no início, Queiroga disse que existem duas correntes da medicina sobre o medicamento, que é comprovadamente ineficaz. Ele afirmou também que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ainda vai se posicionar sobre isso, sendo o Ministério da Saúde a última instância a se manifestar no caso.

— Eu estou aqui na condição de testemunha, o senhor quer que eu emita juízo de valor. Não tenho que fazer juízo de valor sobre as posições do presidente da República — respondeu Queiroga à questão do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).

Diante da falta de resposta, Omar Aziz ironizou:

— Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), da base aliada, disse que o ministro tem que se manifestar sobre fatos, e não dar opiniões.

Renan questionou se há pressão hoje para incluir a cloroquina no tratamento de Covid-19.

— Não há pressão nenhuma — respondeu Queiroga.

Aziz aconselhou Queiroga a ser "bastante o objetivo e falar apenas a verdade para que não haja mais tarde problemas pessoais".

— Eu lhe aconselho, ministério, cargo, passa na nossa vida. A nossa vida vale mais do que um cargo que você possa exercer momentaneamente ou temporariamente. Por isso, aconselho Vossa Excelência a ser bastante objetivo para que não haja mais tarde problemas pessoais para Vossa Excelência, porque, pelo andar da carruagem, se troca de ministro como quem troca de camiseta — disse Aziz.

Após novos questionamentos de Jereissati, o ministro continuou sem responder a sua posição sobre o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19. Tasso reclamou do fato de não haver uma posição do Ministério da Saúde sobre o tema e pediu para deixar registrado que o ministro não quis se manifestar sobre o tema.

Diante da negativa de Queiroga em comentar a declaração de Bolsonaro sobre a edição de um decreto para garantir a locomoção da pessoas, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) perguntou se o ministro concordava com a autonomia de estados para adotar medidas de restrição, como "lockdown".

— Claro que eu concordo — disse Queiroga.

O senador governista Ciro Nogueira (PP-PI) falou a respeito de denúncias de desvio de recursos públicos pelo país, ou seja, em estados e municípios. Queiroga comentou que isso é lamentável. Questionado sobre denúncias envolvendo o Ministério da Saúde, ele disse desconhecer.