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Ao menos quatros estados incluem lactantes em grupo prioritário de vacinação contra Covid-19

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO — Pelo menos quatro estados anunciaram a inclusão de lactantes no grupo prioritário para vacinação anti-Covid-19, embora elas não estejam nas diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI). Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso já iniciaram a imunização e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que aguarda apenas a chegada de novos lotes das vacinas Pfizer e CoronaVac para que as mulheres que amamentam possam ser vacinadas.

Há diferenças no tempo de amamentação estabelecido pelas autoridades de saúde. Algumas cidades também estão fazendo a vacinação de lactantes. Em Salvador (BA) e Foz do Iguaçu (PR) foram incluídas lactantes com bebês até seis meses. Em Osasco, na Grande São Paulo, poderão ser vacinadas mulheres que amamentam bebês até 2 anos.

Na semana passada, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, projeto de lei que estabelece vacinação para lactantes com bebês de até 2 anos. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, um projeto de lei semelhante foi apresentado no mês passado, mas ainda não foi colocado em votação. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações e do Programa Estadual.

Em boa parte do país, grupos de mães que amamentam seus bebês têm se mobilizado para reivindicar a inclusão entre as prioridades para vacinação.

O neonatologista Renato Kfouri, do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), explica, porém, que apenas gestantes e puérperas (com bebês de até 45 dias) têm risco aumentado para evoluir para a forma grave da Covid-19 caso sejam infectadas, devido às mudanças provocadas no organismo durante a gravidez.

— As lactantes não têm risco aumentado em relação às mulheres que não estão amamentando — explica Kfouri.

Na semana passada, um estudo feito por pesquisadoras do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com 20 funcionárias do complexo hospitalar, imunizadas com a vacina CoronaVac entre janeiro e fevereiro passado, mostrou que houve indução de anticorpos contra a Covid-19 no leite materno, mesmo quatro meses após a mãe ter sido vacinada.

A pneumologista Patrícia Barreto, da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, afirmou que vários estudos mostram a presença de anticorpos no leite materno, mas que é preciso novas pesquisas para identificar se esses anticorpos são eficazes para prevenir a Covid-19 nos bebês.

Segundo ela, o fato de ser lactante não representa risco para as mulheres que pegarem a doença, de acordo com os estudos divulgados até agora.

— Independentemente da amamentação, é importante ressaltar que todas as mulheres que têm comorbidade, como obesidade, diabetes ou pressão alta, por exemplo, devem ser vacinadas. Não há qualquer prejuízo para a qualidade do leite materno e para a amamentação — diz especialista.

Kfouri afirma que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se pronunciou sobre a vacinação de lactantes para informar que não há qualquer contraindicação na vacinação de lactantes, mas não vê necessidade de incluí-las como prioridade. Kfouri lembra ainda que a Covid-19 é ainda rara entre crianças e adolescentes.

— Bebês com até um ano de idade representam apenas 0,1% dos óbitos registrados este ano no Brasil e metade deles eram bebês de risco, como prematuros ou portadores de cardiopatias. As crianças de 1 a 5 anos de idade representam apenas 0,04% das mortes — explica.

Para o especialista, a ciência ainda não tem resposta para a necessidade ou não de vacinar crianças e adolescentes. De todas as mortes registradas no país, 0,33% ocorreram em menores de 20 anos de idade.

— Será que um dia vamos vacinar crianças? É preciso avaliar risco e benefício. Pode não compensar — diz ele.

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