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Ao L!, Marcelo faz balanço do ano no Brasil de Pelotas e projeta 2022 diferente: 'Em busca do acesso'

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Marcelo, goleiro do Brasil de Pelotas, disputou doze partidas na Série B do Brasileirão (Foto: Reprodução / Instagram)


A temporada não terminou de maneira positiva para o Brasil de Pelotas. Ao longo de uma fraca campanha, o Xavante foi rebaixado para a Série C depois de seis anos seguidos disputando a segunda divisão nacional. Em entrevista exclusiva ao LANCE!, o goleiro Marcelo fez um balanço do ano e destacou que o Gauchão será importante para a equipe ter uma base e "ir em busca do acesso novamente",

- Infelizmente foi um ano que a gente deve esquecer, mas ao mesmo tempo aprender com os erros. Desde quando cheguei a esse clube nada nunca foi fácil. Mas uma série de erros nos deixou nessa situação, e também nossa sequência negativa influenciou muito em tudo isso - analisou o arqueiro, e emendou:

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- Foi um ano muito difícil, mas que com certeza logo estaremos de volta e daremos alegria novamente a eles (torcedores). Agradecer a todos pela torcida até o final, eles nunca deixaram de nos apoiar. O Estadual vai ser muito bom para ter uma base boa para a Série C e ir em busca do acesso novamente - frisou.

Apesar do rebaixamento, o jovem Marcelo, que é revelado nas divisões de base do Xavante, participou de doze partidas na campanha e começou a ter mais oportunidades entre os profissionais. Ele refletiu sobre o momento e disse que tem muito a crescer na carreira e ajudar o time gaúcho no futuro.

- Eu vejo que fiz boas partidas, mas como sou jovem sei que tenho muito a crescer. Sei da minha capacidade, mas infelizmente foi um ano que nada deu certo. Mas para a próxima temporada sei que com muito trabalho vou fazer um grande ano - disse.

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Os motivos da queda do Brasil de Pelotas vão além do desempenho do time em campo. O clube passa por uma crise financeira, que refletiu no atraso de salários e na saída de alguns jogadores que optaram pela rescisão: o volante Denilson e o atacante Ramon. Na administração do clube, quatro nomes diferentes ocuparam o cargo de vice de futebol: Marcelo Menegotto, Cláudio Montanelli, Carlos Renato e Cláudio Carvalho.

Dentro de campo, novamente muitas trocas, dessa vez de treinadores. Cláudio Tencati, Cléber Gaúcho e Jerson Testoni estiveram no comando técnico durante a campanha. Na lanterna, o Brasil teve seu rebaixamento confirmado com cinco rodadas de antecedência.

A equipe teve a segunda pior defesa da competição ao sofrer 52 gols, mesmo número do Vasco, ficando atrás apenas do Brusque, que foi vazado em 56 oportunidades. Mesmo com todos os problemas, Marcelo destacou que os atletas lutaram até o fim para tentar permanecer, mas não foi possível.

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- Claro que os atrasos (salariais) podem influenciar, mas nunca deixamos de fazer nada por causa disso. Esse ano tiveram muitos problemas por questões políticas que chegaram até nós. Então, juntando os dois, isso pode sim influenciar em tudo que aconteceu. Mas independente de qualquer coisa sempre tentamos dar nosso máximo dentro de campo - finalizou.

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