Mercado abrirá em 8 h 55 min
  • BOVESPA

    101.915,45
    -898,58 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.698,72
    -97,58 (-0,20%)
     
  • PETROLEO CRU

    67,43
    +1,25 (+1,89%)
     
  • OURO

    1.778,70
    +2,20 (+0,12%)
     
  • BTC-USD

    57.269,13
    -142,24 (-0,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.474,38
    +31,60 (+2,19%)
     
  • S&P500

    4.567,00
    -88,27 (-1,90%)
     
  • DOW JONES

    34.483,72
    -652,22 (-1,86%)
     
  • FTSE

    7.059,45
    -50,50 (-0,71%)
     
  • HANG SENG

    23.801,50
    +326,24 (+1,39%)
     
  • NIKKEI

    28.047,62
    +225,86 (+0,81%)
     
  • NASDAQ

    16.309,50
    +159,00 (+0,98%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3877
    +0,0177 (+0,28%)
     

Ao contrário de governadores, prefeitos das maiores cidades evitam polarização entre Lula e Bolsonaro

·3 min de leitura

RIO — Enquanto a maioria dos governadores segue a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula em 2022, os prefeitos de grandes cidades vêm evitando os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas. Há quem já tenha se manifestado a favor de um outro nome, mas grande parte ainda prefere aguardar a definição do cenário.

Levantamento do GLOBO mostra que nos 50 municípios mais populosos, onde vivem um em cada três eleitores do país, apenas nove prefeitos se alinham hoje a Lula ou a Bolsonaro.

A indefinição ocorre em meio ao desgaste do governo, por fatores como inflação e desemprego, e também por resistências a uma aliança com o PT, devido a circunstâncias locais, abrindo um flanco para nomes da terceira via — que ainda não conseguiram, contudo, costurar acordos locais para impulsionar suas candidaturas.

Nas capitais, há apoios definidos em locais como São Paulo, onde o prefeito Ricardo Nunes (MDB) é aliado de João Doria (PSDB); em Fortaleza, cujo prefeito, Sarto Nogueira, abrirá palanque a Ciro Gomes (PDT); e em Manaus, onde David Almeida (Avante) aproximou-se da base de Bolsonaro. Por outro lado, em Rio, Belo Horizonte e Salvador, três dos maiores colégios eleitorais do país, os mandatários evitam definir alianças por ora.

Na capital fluminense, o prefeito Eduardo Paes disse em abril que faria campanha para o governador gaúcho Eduardo Leite, rival de Doria nas prévias do PSDB. Depois disso, Paes se filiou ao PSD, que tem defendido o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para concorrer ao Planalto. O prefeito carioca também mantém interlocução com aliados de Lula.

Em BH, a indefinição do prefeito Alexandre Kalil (PSD) sobre o palanque presidencial passa também pela decisão se será candidato ao governo contra Romeu Zema (Novo). A depender do desenho eleitoral, Kalil pode fazer campanha para Pacheco, Lula ou Ciro, sem descartar um palanque múltiplo.

Em Salvador, o prefeito Bruno Reis (DEM) é aliado de ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia. Após a fusão do DEM com o PSL, gerando o novo União Brasil, Neto planeja uma polarização local com uma candidatura do PT e, em paralelo a acenos a diferentes presidenciáveis de terceira via, como Pacheco, Luiz Henrique Mandetta (DEM), Ciro e Eduardo Leite, busca também atrair votos bolsonaristas.

Busca por alternativa

Em que pese a maior popularidade de Lula no Nordeste, prefeitos de capitais e grandes cidades da região se colocam como oposição a governadores alinhados ao PT, mas tampouco embarcam no palanque de Bolsonaro, desaprovado pela maioria dos nordestinos.

O prefeito de Feira de Santana (BA), Colbert Martins (MDB), por exemplo, já declara apoio a Neto ao governo, mas diz que aguarda o aparecimento “de uma alternativa” para a disputa presidencial. Na avaliação de Martins, que já exerceu quatro mandatos de deputado federal e foi secretário de Turismo no governo Dilma Rousseff, os prefeitos estão com a perspectiva “de um futuro apertado” por conta do fim do auxílio emergencial combinado à demora na aprovação do Orçamento da União neste ano, o que, segundo ele, reduziu a margem para projetos de estímulo à economia local.

— O ciclo do PT na Bahia chegou a um ponto de encerramento. Minha decisão de apoiar ACM Neto já está tomada. No cenário federal, vejo muita gente assuntando, mas, como prefeito, estou com preocupações fáticas e não vejo ninguém apontando um caminho até agora — afirma Martins.

No grupo de 50 maiores colégios eleitorais do Brasil, que totalizam 45 milhões de eleitores — dos quais metade estão no Sudeste—, o Nordeste é a região com o segundo maior peso: reúne 9 milhões de votos em 11 cidades. A indefinição dos prefeitos tem sido obstáculo para alianças na região. No Piauí, por exemplo, onde lideranças do MDB apoiam o governador Wellington Dias (PT), o prefeito emedebista de Teresina, Dr. Pessoa, chegou a ensaiar uma filiação ao PP de Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil e pré-candidato ao governo. Pessoa também reuniu-se recentemente com Lula, mantendo a indefinição sobre a construção de palanques.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos