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Ao comitê do FMI, Guedes defende reformas e disciplina fiscal no pós-pandemia

Gabriel Caprioli
·3 minutos de leitura

Ministro sustentou ao colegiado que define as diretrizes do fundo que a economia brasileira está preparada para uma recuperação robusta em 2021 O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a continuidade da agenda de reformas e um “forte compromisso com a disciplina e transparência fiscais” como forma de conduzir o Brasil após a fase mais aguda da crise decorrente da covid-19. Em texto da declaração do Brasil e mais dez países ao Comitê Monetário e Financeiro do FMI (IMFC, na sigla em inglês), o ministro destacou a resposta de política econômica brasileira à pandemia que, em sua avaliação, superou os esforços vistos em outros países emergentes e se equiparou às economias avançadas. O IMFC é o colegiado de 24 integrantes que define as diretrizes do FMI. “Isso foi necessário devido à magnitude do choque no Hemisfério Ocidental e à necessidade de agir rapidamente e sem hesitação para salvar a vida e o sustento de dezenas de milhões. O Banco Central do Brasil atuou com agilidade e ousadia em um conjunto de medidas voltadas para a liquidez e flexibilização das exigências de capital. Essas ações garantiram o bom funcionamento dos mercados de crédito, com expansão significativa em relação a 2019”, diz trecho da declaração. Jorge William/Agência O Globo O ministro também destacou que o governo adotou medidas de apoio às empresas voltadas à preservação dos empregos que evitaram a perda de 12 milhões de postos de trabalho. “Em linha com a recomendação do FMI, sob a incerteza generalizada, corremos o risco de errar no lado positivo, para não deixar ninguém desprotegido em uma situação sem precedentes”, afirmou. Guedes também mencionou que o auxílio emergencial pago pelo governo federal evitou o que “teria sido uma queda desastrosa de milhões de famílias na pobreza”, mas também reduziu a desigualdade no país. “É claro que, à medida em que a crise diminui e a atividade econômica é retomada, um programa tão considerável e de longo alcance não pode continuar sem ajustes”, observou. De acordo com o ministro, o governo busca, no momento, formas sustentáveis de melhorar a rede de segurança social para expandir o programa de transferência de renda às famílias vulneráveis de forma mais permanente. Estímulos Guedes também destacou que as estratégias adotadas funcionaram e a atividade já apresenta sinais de recuperação. Para ele, após a queda de cerca de 5% do PIB prevista para este ano, “a economia está preparada para uma recuperação robusta em 2021, mesmo que a consolidação fiscal prossiga em total conformidade com o teto de gastos, principal pedra angular fiscal”. Guedes chamou a atenção para o fato de que a redução de estímulos em 2021 deve ser calibrada de acordo com as circunstâncias de cada país, respeitando a sustentabilidade e estabilidade econômica. “Os países com espaço para políticas, que podem optar por remover o estímulo apenas gradualmente, devem continuar a apoiar a recuperação econômica à medida que ela ganha força. No entanto, onde a sustentabilidade da dívida pública é motivo de preocupação, novos estímulos fiscais podem sair pela culatra na forma de uma deterioração da confiança, crescimento decepcionante e dinâmica de dívida deletéria”, afirmou. Para esses últimos, Guedes defende que a consolidação fiscal deve começar de forma imediata e decisiva para dissipar quaisquer dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida. “Para esses países, o foco deve mudar para a melhoria da composição das despesas. Gastar com mais eficiência protegerá os mais vulneráveis e aumentará o crescimento potencial, contribuindo para uma recuperação econômica mais forte e duradoura”. Segundo Guedes, a agenda de reformas “prosseguirá a todo vapor”, conforme a economia se recupera no país. “O Brasil está adotando um novo modelo econômico baseado em um estado menor, uma economia mais aberta, um papel maior para o setor privado e maior competição, um quadro fiscal sustentável, inflação baixa e taxas de juros mais baixas. Forte compromisso com a disciplina e transparência fiscais, reforma tributária para aumentar a eficiência, desvinculação e descentralização de gastos, privatizações, desregulamentação, eliminação do crédito subsidiado e flexibilização do mercado de trabalho, estão entre os principais itens da ampla agenda de reforma.” Nesta semana ocorre o encontro anual do FMI e do Banco Mundial, realizado virtualmente, devido à pandemia da covid-19.