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Ao citar Trump, Mourão nega que Brasil desvalorize moeda artificialmente

IVAN MARTÍNEZ-VARGAS
SÃO PAULO, SP, 02.12.2019 - HAMILTON-MOURÃO - O vice-presidente Hamilton Mourão participa da abertura do 13º Congresso Brasileiro da Construção, que acontece no Teatro do SESI-SP, na avenida Paulista, nesta segunda-feira (2). (Foto: Paulo Guereta/Photo Premium/Folhapress)

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na manhã desta segunda-feira (2) que a decisão do presidente americano, Donald Trump, de aumentar tarifas sobre o aço e o alumínio vindos do Brasil e da Argentina são reflexo da tensão geopolítica com a China.

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Mourão disse que a desvalorização artificial da moeda, motivo sinalizado por Trump para o aumento tarifário "não está acontecendo", mas não criticou o líder americano.

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"Isso é característica da tensão geopolítica que estamos vivendo que gera protecionismo. É um movimento anticíclico em relação à globalização", afirmou a uma plateia de empresários em evento organizado pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo.

O vice-presidente afirmou que a ascensão da China "abriu oportunidades para países como o nosso, tanto no sentido de dinamizar as nossas exportações", no desenvolvimento de tecnologia e na captação de investimentos em infraestrutura.

"Precisamos de financiamento e os chineses estão dispostos a financiar, então vamos tratar com eles".

Mourão deixou o evento sem falar com jornalistas. Em seu discurso, defendeu a urgência das reformas administrativa e tributária. 

"Precisamos reverter o aumento dos gastos primários, especialmente os obrigatórios, que hoje consomem 94% dos recursos. Precisamos abrir espaço para o orçamento. Na trajetória atual, em 2022 o Estado só paga pessoal, se não fizermos nada. Não dá para adiar [a reforma administrativa]".