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Anvisa confirma segundo caso de superfungo em Recife

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou, na quinta-feira (13), o segundo caso do superfungo Candida auris na cidade de Recife, em Pernambuco. Os dois pacientes infectados foram isolados no início do mês e, até o momento, o status de saúde dos indivíduos não foi atualizado.

Em nota técnica, a Anvisa afirma que o fungo Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades”. Por isso, casos de surto podem ser perigosos, além da difícil identificação pelos métodos mais comuns de análise.

Segundo caso do superfungo <em>Candida Auris</em> é confirmado em Recife (Imagem: Reprodução/Stephanie Rossow/CDC)
Segundo caso do superfungo Candida Auris é confirmado em Recife (Imagem: Reprodução/Stephanie Rossow/CDC)

Entenda o surto do superfungo em Recife

De acordo com a Anvisa, os dois pacientes — um homem de 38 anos e uma mulher de 70 anos — estão internados em um hospital público na cidade de Recife. No local, a equipe hospitalar adotou medidas de precaução e toma ações para conter o surto, evitando contaminar outros indivíduos que são atendidos pela entidade.

No momento, são apenas dois casos oficialmente confirmados, mas a Anvisa adota o termo surto para classificar a situação. Segundo a agência, "a definição epidemiológica de surto abrange não apenas uma grande quantidade de casos de doenças contagiosas ou de ordem sanitária, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país ou até de um serviço de saúde — mesmo se for apenas um caso".

Infecções do superfungo podem levar pacientes ao óbito (Imagem: Reprodução/Shawn Lockhart/CDC)
Infecções do superfungo podem levar pacientes ao óbito (Imagem: Reprodução/Shawn Lockhart/CDC)

Vale lembrar que o Candida auris é conhecido por ser resistente a praticamente todos os medicamentos existentes. No corpo, produz "biofilmes tolerantes a antifúngicos apresentando resistência aos
medicamentos comumente utilizados para tratar infecções por Candida", detalha a Anvisa. Por isso, é classificado como um superfungo.

Além disso, é difícil eliminá-lo dos ambientes, como hospitais, podendo permanecer viável por longos períodos — semanas ou meses. Segundo a Anvisa, ele "apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quaternário de amônio".

Casos de Candida auris no Brasil

No Brasil, este é o terceiro surto do fungo rastreado pelas autoridades de saúde locais. O primeiro foi registrado em dezembro de 2020 na Bahia. Na época, o surto levou a infecção de 15 pessoas, sendo que duas morreram em consequência da infecção.

Em dezembro de 2021, a Anvisa foi notificada de outro caso, também na Bahia. Este é considerado o segundo surto da Candida auris no Brasil. Agora, as autoridades de saúde pública investigam a extensão do terceiro e buscam controlar a situação.

Fonte: Canaltech

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