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Anvisa autoriza retomada de testes da CoronaVac

Redação Notícias
·3 minuto de leitura
At the press conference on July 21, 2020 in Sao Paulo, Brazil , Governor João Doria (PSDB) announces the beginning of the testing of the Chinese vaccine CORONAVAC in Brazilian volunteers at Hospital das Clínicas? SP. 20 thousand doses of the vaccine were destined for the Butantã Institute to fight the pandemic of the New Coronavirus (Covid19), according to the Government of São Paulo the forecast to make the vaccine available to the population should occur in the beginning of 2021. In the photo, Doria shows the vaccine . (Photo: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
O estudo clínico havia sido paralisado na segundabalegando a ocorrência de um “evento adverso grave”. (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, nesta quarta-feira (11), a retomada dos testes clínicos da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com laboratório chinês Sinovac Biotech.

" A ANVISA informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan", disse a agência, em nota publicada no site.

O estudo clínico havia sido paralisado pela Anvisa na noite de segunda-feira (9) alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo. A suspensão pegou de surpresa o governo de São Paulo.

Na terça (10), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que era “impossível” a relação entre "evento adverso grave" e com a vacina. Mais tarde, foi revelado que o “evento adverso grave” tratava-se, de acordo com o IML (Instituto Médico Legal), de um suicídio cometido por um voluntário de 33 anos, que integrava o grupo que fazia parte do estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

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O Instituto Butantan garantiu ter informado Anvisa com “dados transparentes”, mas a Anvisa afirmou ter recebido informações sem detalhes e sem a informação de que o “evento adverso grave” seria um suicídio.

Na nota publicada nesta quarta (11), a Anvisa afirma que a causa do “evento adverso” que levou à paralisação do estudo clínico ainda está em investigação, e que o boletim de ocorrência relacionado à causa dele foi enviado para a agência, pelo Butantan, às 23h43 de terça-feira (10).

“A ANVISA entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina”, diz a nota da agência.

A nota explica que a Anvisa “não está divulgando a natureza” do evento que paralisou os testes “em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa”.

BOLSONARO CELEBROU PARALISAÇÃO

O anúncio foi comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro, que trava com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Na manhã desta terça-feira (10), o presidente compartilhou a notícia de suspensão pela Anvisa dos testes da vacina Coronavac e disse ter “ganhado” do tucano.

Há tempos, Doria e Bolsonaro travam uma espécie de “guerra das vacinas”, com o tucano defendendo a aplicação obrigatória do imunizante enquanto o presidente comanda um movimento anti-vacinas.

Na avaliação de aliados do presidente, Doria estaria tentando ganhar “capital político” ao encampar a produção de uma vacina contra a Covid-19 e chegaria municiado neste tema em uma eventual disputa pela presidência em 2022 contra Bolsonaro.

Com a paralisação dos testes, nenhum novo voluntário poderá receber a vacina. A ação ocorreu no mesmo dia em que Doria anunciou que 120 mil doses da CoronaVac chegarão ao estado ainda no mês de novembro.