Mercado fechará em 4 h 58 min
  • BOVESPA

    130.815,21
    +1.374,18 (+1,06%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.072,40
    -214,06 (-0,42%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,54
    +0,63 (+0,89%)
     
  • OURO

    1.868,80
    -10,80 (-0,57%)
     
  • BTC-USD

    40.617,51
    +4.773,96 (+13,32%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.009,66
    +40,81 (+4,21%)
     
  • S&P500

    4.242,26
    -5,18 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.347,43
    -132,17 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.163,07
    +29,01 (+0,41%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,23 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.161,80
    +213,07 (+0,74%)
     
  • NASDAQ

    14.009,50
    +15,25 (+0,11%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1376
    -0,0550 (-0,89%)
     

Anvisa aprova coquetel da Eli Lilly contra a COVID-19 no Brasil

·3 minuto de leitura

Nesta quinta-feira (13), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, de forma emergencial, o terceiro medicamento contra o coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil. A terapia registrada contra a COVID-19 foi desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly e é composta pela associação dos anticorpos monoclonais banlanivimabe e etesevimabe.

Vale explicar que anticorpos monoclonais, como banlanivimabe e etesevimabe, são substâncias produzidas em laboratório, mas quando injetadas no organismo, atuam como todos os outros anticorpos presentes no organismo humano. Isso significa que eles identificam e neutralizam agentes infecciosos; no caso o coronavírus.

(Imagem: Reprodução/Felipecaparros/Envato Elements)
(Imagem: Reprodução/Felipecaparros/Envato Elements)

Em testes clínicos, o coquetel reduziu em 70% os índices de hospitalização relacionada à COVID-19 e de óbitos. Por enquanto, o tratamento da Eli Lilly ainda não tem preço definido no Brasil, mas o seu valor deve ser discutido na reunião do Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos que acontecerá na última quinta-feira deste mês (27).

É o terceiro medicamento aprovado pela Anvisa contra o coronavírus. Anteriormente, a agência reguladora já autorizou o Remdesevir e um outro coquetel de anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe) conhecido pelo nome de REGN-COV2.

Como usar o coquetel contra o coronavírus da Eli Lilly?

Segundo a autorização da Anvisa, o coquetel deve ser usado em dose única para casos leves e moderados da COVID-19, mas apresentem risco elevado para a progressão da doença em sua forma grave ou que possa levar à necessidade de internação. Nessas condições, podem se beneficiar da terapia adultos e crianças com 12 anos ou mais e que pesam pelo menos 40 quilos.

Este medicamento não estará disponível em farmácias e o seu uso está condicionado ao uso em hospitais. "Banlanivimabe e etesevimabe devem ser administrados em ambiente hospitalar por infusão intravenosa, o que significa que não é uma aplicação em seringa, mas similar às soroterapias. A infusão deve ser feita dentro de três dias do teste viral positivo e até dez dias após o início dos sintomas", detalha a Anvisa em nota. Inclusive, sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) depende da avaliação do Ministério da Saúde.

O que é considerado alto risco para a COVID-19?

Segundo comunicado da Anvisa, pacientes com alto risco de progressão da COVID-19 para casos graves são aqueles que atendam a pelo menos um dos critérios a seguir:

  • Ter 65 anos ou mais;

  • Apresentar índice de massa corporal ≥35;

  • Apresentar alguma comorbidade, como doença renal crônica, diabetes ou doença imunossupressora;

  • Ter 55 anos ou mais e ter alguma das seguintes condições: doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica ou outra doença respiratória crônica;

  • Ter entre 12 e 17 anos e apresentar alguma das seguintes comorbidades: anemia falciforme, doença cardíaca adquirida ou congênita, transtorno de neurodesenvolvimento, dependência relacionada a cuidado médico como traqueostomia, gastrostomia ou ventilação de pressão positiva não relacionada à COVID-19, asma, hiper-reatividade de vias aéreas ou outra doença respiratória crônica que requer medicação diária para controle.

Por ser um medicamento aprovado em uso emergencial, é importante ressaltar que a segurança e a eficácia dos anticorpos continuarão a ser avaliadas por estudos em andamento pela Anvisa. Até agora, estudos demonstraram reações adversas, como reação alérgica, febre, calafrios e coceira.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: