Anvisa aprova 2 vacinas da Pfizer bivalentes e atualizadas contra Ômicron

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na noite de terça-feira (22), o uso emergencial de duas novas vacinas da farmacêutica norte-americana Pfizer contra a covid-19 no Brasil. As novas fórmulas são bivalentes e focam na proteção contra a variante Ômicron e suas sublinhagens.

O uso das vacinas atualizadas contra a covid-19 estão somente autorizadas para quem tem mais de 12 anos e, diferente dos outros imunizantes já usados no Brasil durante a pandemia, oferecem proteção contra mais de uma cepa do coronavírus SARS-CoV-2 (bivalentes).

A seguir, confira contra quais cepas cada uma das vacinas aprovadas pela Anvisa imunizam:

  • Bivalente BA.1: protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA.1;

  • Bivalente BA.4/BA.5: imuniza contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA.4/BA.5.

Como funciona a vacina da Pfizer atualizada para a Ômicron?

Anvisa autoriza o uso emergencial de duas novas vacinas da Pfizer contra a covid-19 (Imagem: Rthanuthattaphong/Envato)
Anvisa autoriza o uso emergencial de duas novas vacinas da Pfizer contra a covid-19 (Imagem: Rthanuthattaphong/Envato)

As vacinas da covid-19 atualizadas para a variante Ômicron devem ser usadas por pessoas que, em algum momento, já receberam as duas doses da fórmula original e, agora, estão aptas a receberem uma dose extra, independente de qual (primeira dose, segunda dose ou terceira dose do reforço). É preciso aguardar três meses entre as doses.

Com as duas novas vacinas, o objetivo da fórmula bivalente é expandir a resposta imune específica à variante Ômicron, melhorando a proteção da população contra a covid-19. Por isso, as doses devem conter material genético que induza a proteção contra a cepa original do coronavírus SARS-CoV-2 e contra a variante Ômicron BA.1 ou das subvariantes BA.4/BA.5.

É igual à vacina da gripe?

Vale lembrar que a estratégia de proteger contra diferentes cepas de um vírus com um único imunizante é normalmente relacionado com a vacinação contra a gripe (influenza). Neste caso, a fórmula é trivalente ou quadrivalente. Além disso, o imunizante aplicado na campanha de vacinação do Ministério da Saúde é anualmente reformulado em um processo que envolve a Organização Mundial da Saúde (OMS) e laboratórios de todo o globo.

Diferença entre as vacinas da Pfizer contra a covid-19

É importante destacar que um dos principais marcadores de diferença entre as vacinas da Pfizer é a cor da tampa. A seguir, confira quais cores poderão ser encontradas no Brasil:

  • Tampa na cor cinza: vacina bivalente BA.1 ou a bivalente BA.4/BA.5, autorizada apenas para maiores de 12 anos;

  • Tampa na cor roxa: imunizante original da Pfizer (monovalente), autorizada para quem tem 12 anos ou mais;

  • Tampa na cor laranja: vacina monovalente liberada para crianças de 5 a 11 anos;

  • Tampa na cor vinho: imunizante para bebês de 6 meses a crianças de 4 anos.

Quando as vacinas bivalentes chegam ao Brasil?

No momento, o Brasil ainda não conta com doses das vacinas bivalentes da Pfizer e, por enquanto, não há previsão para a chegada dos primeiros lotes. Considerando que o país enfrenta uma nova onda de casos da covid-19, as pessoas que estão aptas para receber o reforço devem tomar o mais breve possível, independente de qual vacina estiver disponível.

"As pessoas, principalmente os grupos de maior risco, não devem atrasar sua vacinação de dose de reforço já planejada para esperar o acesso à vacina bivalente, pois todas as vacinas de reforço aprovadas ajudam a melhorar a proteção contra casos graves e morte por Covid-19”, orienta Meiruze Freitas, diretora da Anvisa, em comunicado.

Fonte: Canaltech

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