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Anunciantes calculam perdas sofridas com o apagão do Facebook

·3 minuto de leitura

Muitas empresas usam as empresas do Facebook para divulgar seus produtos e serviços. O apagão da empresa na tarde de segunda-feira (4) — com mais de cinco horas fora do ar — afetou diretamente esses empreendimentos. David Herrmann, um comprador de mídia freelance, diz que as plataformas absorvem boa parte dos US$ 80 milhões (R$ 441 milhões na cotação atual) a US$ 100 milhões (R$ 551 milhões) que ele administra a cada ano para publicidade.

Segundo ele, uma empresa que anuncia exclusivamente no Facebook teve queda de 70% em suas receitas naquelas horas em relação ao mesmo período da semana anterior. "Passei praticamente o dia todo verificando o Facebook, esperando que voltasse", conta. "Sem uma instrução clara, simplesmente tivemos de esperar."

A situação demonstrou a grande influência que o Facebook tem na capacidade de fazer negócios de muitas empresas. No trimestre encerrado em 30 de junho, a empresa faturou em média US$ 78 milhões (R$ 430 milhões) em vendas de anúncios a cada seis horas. E a maior parte deles veio de pequenas empresas, organizações e indivíduos. Mais de 98% das receitas do Facebook é composta pela publicidade de 10 milhões de anunciantes.

Imagem: Reprodução/Unsplash/Timothy Hales Bennett
Imagem: Reprodução/Unsplash/Timothy Hales Bennett

Compradores de mídia apontam que este é um período importante para muitos anunciantes, que já iniciam suas campanhas de fim de ano. E esta temporada deve ser complicada por gargalos em cadeias de suprimentos e restrições da pandemia. "Pode haver cabeças rolando ao final disto", escreveu Cory Dobbin, fundador da agência digital Aaron Advertising, no Twitter.

Ele diz que muitas empresas contam exclusivamente com o Facebook para alcançar seus clientes. Dobbin administra aproximadamente US$ 50 mil (R$ 275,5 mil) por dia em gastos de publicidade. A maioria desse montante vai para o Facebook. "O nome do jogo agora é diversificação, se já não era", pondera. "Este é um exemplo perfeito de por que você não pode contar com um único canal para atrair toda a sua receita." Para ele, é muito arriscado depender apenas do Facebook no longo prazo.

Herrmann acredita, porém, que os anunciantes continuarão a recorrer ao Facebook, em razão de seu tamanho e alcance. “Isso tem grandes implicações no espaço de compra de mídia e, por isso, não vai a lugar algum”, avalia ele. “O TikTok tem crescido rapidamente, mas ninguém faz tão bem quanto o Facebook em grande escala.”

Graham Mudd, vice-presidente para anúncios e marketing de produtos da empresa, pediu desculpas no Twitter porque o apagão afetou a plataforma de publicidade do Facebook. Além disso, a companhia disse que "os anunciantes não serão cobrados por anúncios durante o apagão". Dobbin diz que ficaria surpreso se o Facebook fizesse reembolsos. “É assim que o Facebook funciona”, diz ele. “Sempre foi e sempre será.”

Imagem: Reprodução/Pexels/Luca Sammarco
Imagem: Reprodução/Pexels/Luca Sammarco

Danos aos usuários

Frances Haugen, ex-gerente de projetos do Facebook, declarou no senado americano na terça-feira (5) que a empresa estava ciente dos danos causados por seus serviços. Ela ressaltou, especialmente, como o Instagram afeta negativamente os adolescentes.

Depois que Frances apareceu no 60 Minutes, da CBS, no domingo, o Facebook entrou em contato com o Omnicom Media Group para se defender. A companhia administra mais de US$ 30 bilhões (R$ 165,3 bilhões) por ano em gastos globais de marketing e havia enviado uma mensagem aos clientes abordando uma série de artigos do Wall Street Journal sobre o Facebook.

Segundo a empresa, o Facebook enganou seu conselho supervisor ao afirmar que o programa XCheck foi usado esporadicamente e que os dados do sistema não podiam ser rastreados. A iniciativa isentou pelo menos 5,8 milhões de usuários de alto perfil das regras normais de restrição. "Há um sistema de justiça paralelo no Facebook que opera sem prestação de contas ao público ou transparência."

Em nota, a companhia questiona a sinceridade da plataforma. "Essas discrepâncias levantam uma pergunta mais importante sobre o nível de precisão e sinceridade das reações do Facebook às perguntas — tanto internas quanto externas — sobre esse tipo de assunto."

Fonte: Canaltech

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