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Antigo prédio da Editora Abril em SP é leiloado por R$ 118 milhões

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO - A LP Bens, que tem como sócios Nader Fares e Abdul Fares, controladores da varejista de móveis Marabraz, arrematou por R$ 118,78 milhões a antiga sede da Editora Abril.

Localizado na Marginal Tietê, Zona Norte de São Paulo, o imóvel foi vendido em leilão realizado no último dia 21. Os empresários são respectivamente presidente e diretor financeiro da Marabaz.

A LP informa, em seu site, que administra ao menos sete ativos logísticos no estado de São Paulo, a maioria na região metropolitana da capital paulista.

A empresa aluga galpões e salas que possam servir de centros de distribuição ou armazéns para grandes empresas, e diz atender, além da própria Marabraz, outras varejistas como B2W (dona de Americanas.com, Submarino e Shoptime), Via Varejo (dona de Casas Bahia e Ponto Frio), Leroy Merlin, entre outras.

Disputa gerou 17 lances

O leilão previa lance inicial de R$ 110,553 milhões, mas houve disputa pelo ativo e 17 lances foram dados ao todo.

A LP arrematou o bem por R$ 118,783 milhões. A empresa pagou o montante à vista em 24 pagamentos simultâneos, de acordo com documento emitido pela casa de leilões responsável pelo certame.

A venda do prédio estava prevista no plano de recuperação judicial da Abril, aprovado em agosto de 2019 pelos credores da editora em assembleia. A Abril pediu proteção contra a falência na Justiça em 2018. À época, tinha cerca de R$ 1,6 bilhão em dívidas.

Prédio será desocupado até dezembro

O imóvel arrematado tem, ao todo, 55.414 m² de área construída, e abrigava em diversos edifícios escritórios, redações e a gráfica do Grupo Abril. O edifício agora precisa ser desocupado pela editora até dezembro deste ano.

O valor pago pela empresa da família Fares será destinado ao pagamento de credores com garantias reais da Abril. A maior parte da dívida da editora (R$ 1,1 bilhão) é representada por uma debênture (título de dívida) que tinha como garantia o prédio agora leiloado e as marcas Veja e Exame.

Os bancos Bradesco, Itaú e Santander, detentores do título, o venderam em fevereiro de 2019 à Enforce, empresa do banco BTG, com um deságio de 92%. Por isso, o banco deve ser o destinatário de praticamente todo o valor pago pelos Fares pelo imóvel.

Pelas regras do plano de recuperação judicial da Abril, a Enforce e eventuais outros credores com garantias reais receberão 2% do restante da dívida até setembro de 2037 com correção monetária pela TR (taxa referencial), hoje zerada. Os 98% restantes não terão correção monetária, e só serão pagos pela Abril em setembro de 2037.

Procurada para comentar o caso, a Editora Abril não respondeu até a publicação desta reportagem. O GLOBO perguntou para a Marabraz e o empresário Nader Fares qual destino será dado ao imóvel arrematado pela LP Bens, mas não houve resposta..

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