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Antigo lago em cratera de Marte existiu por quase 1 bilhão de anos

Sedimentos argilosos foram encontrados em uma região de Marte chamada Margaritifer Terra, onde estão algumas das formas de relevo mais preservadas do Planeta Vermelho, criadas pela água corrente que um dia existiu na superfície. Esta é mais uma pista sobre a possível habitabilidade do planeta, bilhões de anos atrás.

Uma das lições que nosso planeta Terra nos ensina é que onde existe água em forma líquida, há chances de formas de vida surgirem. Há muito tempo, os cientistas suspeitam que esse pode ter sido o caso de Marte, ao menos cerca de 3 bilhões de anos atrás. Os rovers Curiosity e Perseverance, por exemplo, exploram essas possibilidades nas crateras Gale e Jezero, respectivamente.

Agora, os pesquisadores usaram dados de satélites orbitais para descobrir possíveis sinais de leitos de antigos rios. De acordo com um novo artigo da cientista Catherine Weitz, do Planetary Science Institute, alguns depósitos de sedimentos argilosos estão em relevos muito bem preservados de Marte da região de Margaritifer Terra.

Isso é uma boa notícia, pois a presença de argila indica não apenas que existiu água líquida por ali, mas principalmente em condições de pH neutro, onde a água persiste a longo prazo. Isso significa que a evaporação é minimizada e há mais chances de outros minerais se formarem, como sulfatos.

Especificamente, a bacia Ladon Valles, localizada dentro de Margaritifer Terra, parece conter os registros de uma longa história de fluxo de água no Planeta Vermelho. Como a evaporação era reduzida, a presença de água por lá deve ter durado mais tempo do que se imaginava: de cerca de 3,8 bilhões de anos atrás até 2,5 bilhões de anos atrás. Ou seja, um período de quase 1 bilhão de anos.

Vista da região de Margaritifer Terra, que incorpora uma porção do Erythraeum Chaos (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlim, CC BY-SA 3.0 IGO)
Vista da região de Margaritifer Terra, que incorpora uma porção do Erythraeum Chaos (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlim, CC BY-SA 3.0 IGO)

Além disso, 2,5 bilhões de anos é considerado relativamente recente, em escala cósmica. Se Marte não tivesse sofrido os problemas que levaram à perda de sua atmosfera, talvez formas de vida mais evoluídas pudessem ter surgido. De acordo com Weitz, os sedimentos em camadas de tons claros e coloridos indicam mergulhos baixos de estratificação (disposição dos sedimentos em camadas ou leitos sobrepostos).

Weitz também relata que a argila está presente na região em até 200 quilômetros, sugerindo que existia um lago nos Vales de Ladon e na bacia de Ladon. Provavelmente essa argila se acumulou primeiro nos terrenos mais antigos da bacia de Ladon e, mais tarde, a água erodiu os sedimentos que continham a argila, formando o canal Ladon Valles.

Assim, a argila acabou sendo depositada à jusante (baixa-mar) no lago da bacia de Ladon e na região norte de Ladon Valles. “Os sedimentos argilosos depositados pela água corrente não eram incomuns durante esse período mais recente”, disse Weitz, “porque vemos muitos exemplos de vales jovens semelhantes que depositaram argila na região”.

O artigo que descreve a descoberta foi publicado na revista Icarus, publicada com patrocínio da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana.

Fonte: Canaltech

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