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Antigo fluxo estelar pode ser "janela" para o passado da Via Láctea

·2 min de leitura

Um fluxo estelar primordial nas regiões mais distantes da Via Láctea foi descoberto por uma equipe internacional de pesquisadores. Formado por estrelas arrancadas de um antigo aglomerado estelar, este fluxo tem menor proporção de elementos pesados quando comparado com qualquer outro sistema estelar da nossa galáxia, e pode representar uma relíquia da “infância” da Via Láctea.

Fluxos estelares são formados por estrelas que faziam parte de aglomerados globulares ou de galáxias anãs. Contudo, devido a perturbações de interações gravitacionais, elas se agruparam nestes fluxos, que se alongam pela órbita original do aglomerado. Chamado “C-19”, o fluxo descoberto pela equipe fica no sul da espiral da Via Láctea. A órbita dele se estende por cerca de 20 mil anos do centro galáctico na parte mais próxima, chegando a 90 mil anos-luz na mais distante.

Indicação do fluxo estelar C-19; o Sol está indicado para referência, em tamanho exagerado (Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva/Spaceengine/M. Zamani (NSF’s NOIRLab)
Indicação do fluxo estelar C-19; o Sol está indicado para referência, em tamanho exagerado (Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva/Spaceengine/M. Zamani (NSF’s NOIRLab)

Com dados do telescópio Gemini Norte e do instrumento GRACES, os pesquisadores descobriram que O C-19 é o que sobrou de um aglomerado globular (um grupo esférico de estrelas). Além disso, as estrelas do fluxo têm baixa metalicidade, ou seja, baixa proporção de elementos pesados — a proporção é a menor já observada em um sistema estelar da Via Láctea ou nos arredores.

Essa descoberta traz algumas implicações para a formação de estrelas, aglomerados estelares e galáxias no universo primordial e da nossa galáxia. É que a própria existência do fluxo prova que aglomerados globulares e os primeiros blocos formadores da Via Láctea devem ter sido capazes de se formar em ambientes de baixa metalicidade, ou seja, antes que gerações sucessivas de estrelas preenchessem o universo com elementos mais pesados.

Nicolas Martin, autor principal do estudo, destaca que não se sabia se os aglomerados globulares, com tão poucos elementos pesados, poderiam existir. “Outras teorias sugerem que eles teriam que ter desaparecido há muito tempo, o que torna esta descoberta algo essencial para entendermos como as estrelas se formaram no universo primordial”, explicou.

Os dados do telescópio Gemini sugerem que o aglomerado se formou em uma das primeiras gerações de estrelas, o que torna o C-19 uma grande relíquia do período em que os primeiros grupos estelares se formaram. “Enquanto os astrônomos podem observar as galáxias mais distantes para estudar o universo primordial, agora sabemos que podemos estudar as estruturas mais antigas da nossa galáxia como fósseis destes tempos remotos”, concluiu Julio Navarro, coautor do estudo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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