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Antigo crítico das criptomoedas, Itaú anuncia plataforma tokenizadora

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O banco Itaú, antigo crítico das criptomoedas, anunciou nesta quinta-feira (14) o lançamento da sua plataforma de tokenização. A divisão Itaú Digital Assets será responsável por transformar ativos reais em representações digitais. A nova unidade da organização, além de trabalhar com o segmento de tokens, oferecerá também serviços de custódia de criptoativos.

A instituição, uma das maiores do Brasil, no passado declarou que as moedas digitais eram usadas para lavagem de dinheiro; e que não tinha interesse em ter relação com o setor. Em 2015 o Itaú chegou a fechar a conta do Mercado Bitcoin, maior corretora do país. O banco alegou "desinteresse comercial na manutenção da conta". Para conseguir ter a conta reaberta, a empresa foi à Justiça.

Em relação à nova postura, o banco explicou que de 2017 para 2022 o mercado mudou. A instituição destacou os recursos que permitem às empresas analisarem melhor o histórico das transações e também as ferramentas de KYC "conheça seu cliente", como pontos cruciais para a nova posição da organização. O grupo não descartou oferecer no futuro a compra e venda de Bitcoin, Ethereum e outras criptos na plataforma.

Com o lançamento da plataforma de tokenização, a maior instituição bancária do Brasil mostra que reconhece o potencial do segmento e se torna o primeiro banco "tradicional" a entrar de cabeça no mercado cripto. O Santander já usa blockchain para operações de transferências internacionais, no entanto, a iniciativa do Itaú é diferente.

Banco Itaú já foi um crítico das criptomoedas. Atualmente, com lançamento da plataforma de tokenização a instituição se mostra favorável ao setor (Imagem: Reprodução/Itaú)
Banco Itaú já foi um crítico das criptomoedas. Atualmente, com lançamento da plataforma de tokenização a instituição se mostra favorável ao setor (Imagem: Reprodução/Itaú)

A nova unidade do banco, além da tokenização, trabalhará também com negociação de tokens no mercado secundário e uma solução chamada “Tokens as a service” (TaaS), em que outras empresas poderão emitir seus tokens usando a plataforma do Itaú.

Segundo Michel Cury, superintendente de mesas e produtos do Itaú Unibanco, o banco pretende se tornar líder no Brasil no segmento de tokenização; por isso, segundo ele, é fundamental iniciar sua plataforma agora.

O banco Itaú designou a executiva Vanessa Fernandes, que já trabalhou em grandes instituições, como Deutsche Bank e J.P. Morgan, para chefiar a Itaú Digital Assets, nova unidade da instituição.

A executiva revelou que o Itaú se interessou pelo blockchain há cerca de cinco anos e, durante o período, fez parcerias e acompanha o avanço da tecnologia. Segundo ela, o segmento de tokenização da instituição está sendo desenvolvido há mais de um ano.

O Itaú já fez seu primeiro teste, ao emitir um token de recebíveis com valor total de R$ 360 mil e prazo de vencimento em 35 dias. Vanessa comentou que, após esse primeiro teste bem-sucedido, a instituição deve conectar o segmento de tokenização com os demais produtos oferecidos nas plataformas do Itaú.

Ela explica que o serviço de tokenizar ativos constituirá parte do portfólio do banco, e que a instituição busca democratizar essa classe de ativos para o investidor comum. Nesse sentido, Vanessa destaca que o processo levará um tempo, com a justificativa de ser “preciso integrar suitability” e risco de crédito. Mas adiantou que até o fim do ano o grupo fará um lançamento voltado para o público mais amplo.

O Itaú também destacou que sua nova plataforma não tem relação com a Liqi, tokenizadora e corretora de criptomoedas que recebeu um investimento de R$ 27,5 milhões da instituição em janeiro. A intenção é desenvolver um sistema de tokenização na infraestrutura do próprio banco.

Fonte: Canaltech

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