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Antes de morrer enfermeira teria agradecido a Deus “pelo livramento”, diz companheiro

Rafael Nascimento de Souza
·2 minuto de leitura

RIO — O promotor de vendas desempregado Marcelo dos Santos de Oliveira, de 28 anos, namorado de Luanna da Silva Pereira, de 28 anos, conta que a companheira, segundos antes de morrer, havia dito para um vizinho — que seguia para o trabalho — para ele ter cuidado ao passar pelas vielas da comunidade de Vigário Geral. O local recebia uma operação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, dia 4, contra traficantes da região.

Ainda segundo o rapaz, antes de ser alvejada, Luanna teria agradecido a Deus "pelo livramento concedido a ela e à família" durante o confronto entre policiais e bandidos. Mãe solteira, a enfermeira havia acabado de tirar o registo do Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

— Estávamos em casa dormindo com a minha enteada. Escutamos muitos tiros e um barulho estrondoso. Despertamos e deitamos no chão. Ela e a filha ficaram muito nervosas e eu pedia para que elas tivessem calma. Em determinado momento, o tiro parou e ela foi abrir a porta para olhar. Ela ainda olhou para cima e disse: “muito obrigado, Deus, pelo livramento”. Nesse momento o tiroteio voltou e deitamos no chão — lembra Marcelo.

De acordo com o promotor de vendas, após o segundo tiroteio passar, Luanna foi ao banheiro e aconselhou um conhecido que mora ao lado de sua casa.

— Na segunda vez que o tiro parou ela disse que iria no banheiro, passou na janela e falou para um vizinho tomar cuidado. Em seguida ouço um barulho na porta e um disparo muito forte. Quando eu abri a porta do quarto onde eu estava, vi que ela estava caída e aquilo foi um desespero total. Eu gritava pedindo socorro, a filha dela vendo aquilo e os vizinhos tentando ajudar. A filha dela gritava que ela estava caída. Foi certeiro o tiro. Quando os vizinhos saíram, uns homens pediam para sair, mas não deixaram a gente socorrer ela. É uma injustiça. Uma trabalhadora, pois tinha acabado de tirar o Coren. Ela sempre batalhou. Ela tomava conta de uma idosa doente — e Marcelo completa:

— A gente vê na TV e pensa: e se fosse com a gente? E quando acontece a gente não tem chão. Ela estava com roupa de dormir. Será que eles não viram?

A Polícia Civil diz que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) periciou o local. Um inquérito foi aberto para apurar de onde partiu o tiro que matou Luanna.

O corpo da jovem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro.