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Animes criados por inteligência artificial geram polêmica no Japão

Uma startup japonesa de inteligência artificial (IA) chamada Radius5 lançou uma ferramenta que permite que artistas de anime enviem seus trabalhos para a plataforma para que novas imagens sejam geradas com base no estilo de trabalho de cada um.

O problema é que o aplicativo chamado Mimic começou a ser usado como uma ferramenta de plágio, com várias pessoas enviando ilustrações de outros artistas para que o programa recriasse algo que teoricamente seria inédito mas que, na verdade, não passava de uma cópia resultante do trabalho alheio.

Diante dessa repercussão negativa, o app — que ainda estava em sua versão beta — foi suspenso por tempo indeterminado. A Radius5 alega que decidiu suspender os testes com o Mimic porque muitos usuários estavam violando os termos de utilização do software.

Ataques no Twitter

Antes mesmo de o aplicativo sair do ar, cinco artistas que participaram dos testes do Mimic começaram a ser atacados no Twitter. Publicações com a hashtag “sem aprendizado de IA” ficaram entre as mais acessadas e compartilhadas na rede social até que o app fosse descontinuado.

Algo parecido aconteceu em outubro desse ano, quando outra empresa de inteligência artificial chamada NoveAI lançou uma ferramenta para geração de imagens. Rumores que circularam na rede do passarinho diziam que a plataforma estava simplesmente copiando ilustrações pertencentes a artistas humanos disponíveis na internet.

O negócio ficou tão sério que uma artista japonesa usou o próprio Twitter para mostrar capturas de tela com as camadas usadas em seu software de ilustração para combater as acusações de que estaria utilizando a ferramenta da NoveAI para desenhar seus animes.

Direitos autorais

No Japão, a indústria de animes permite a reprodução de personagens protegidos por direitos autorais em publicações feitas por fãs. O objetivo é aumentar a popularidade dos trabalhos originais, permitindo que pessoas comuns possam replicar os desenhos de forma amadora.

Pelo menos por enquanto, o uso da arte gerada por meio de programas de inteligência artificial é aceitável do ponto de vista jurídico, desde que as obras não sejam exatamente iguais às imagens pertencentes ao banco de dados utilizado para alimentar a IA.

“Se as imagens geradas forem idênticas, publicá-las pode infringir os direitos autorais. Isso é um risco tanto para o Mimic, quanto para outros geradores de IA construídos para imitar um artista. E isso de fato pode acontecer se o sistema for treinado apenas com imagens de um único autor”, explicou o representante do Ministério da Economia do Japão Taichi Kakinuma, ao site Rest of World.

Fonte: Canaltech

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