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Animais buscam árvore especial da Mata Atlântica para se medicar, revela estudo

Um estudo da UNESP revelou que animais buscam uma árvore da Mata Atlântica chamada Cabreúva (Myroxylon peruiferum) para se automedicar. Acontece que a planta conta com propriedades benéficas, que ajudam em várias doenças. As descobertas foram publicadas na revista científica BioTropica.

A Cabreúva costuma ser usada na medicina tradicional por produzir uma resina capaz de ajudar a tratar sarna, disenteria e infecção urinária, enquanto a casca funciona como um antibiótico, mata as larvas do mosquito Aedes aegypti e funciona como uma substância antifúngica.

Os pesquisadores perceberam que muitos animais que habitam a Mata Atlântica visitam Cabreúvas para se esfregar ou lamber. O grupo conseguiu identificar as seguinte espécies:

  • Jaguatirica

  • Taira

  • Quati

  • Morcego

  • Queixada

  • Tamanduá-do-norte

  • Veado-catingueiro

  • Mico-leão-preto

Quati e outros animais usam árvore Cabreúva para se medicar (Imagem: Nataljusja/envato)
Quati e outros animais usam árvore Cabreúva para se medicar (Imagem: Nataljusja/envato)

Os autores do artigo atribuem a esse comportamento com a árvore o termo zoofarmacognosia, em outras palavras: a automedicação em animais. A teoria é que os mamíferos da Mata Atlântica estejam usando o bálsamo da árvore para repelir parasitas ou para se proteger contra doenças transmitidas por mosquitos ou carrapatos.

No entanto, ainda é apenas uma hipótese, o que exige estudos mais profundos, principalmente levando em conta que o campo da zoofarmacognosia permanece pouco pesquisado. Ainda assim, a equipe acredita que a automedicação seja uma forte possibilidade, e que essas várias espécies de mamíferos devem saber perfeitamente como e quando usá-las para se beneficiar de suas propriedades terapêuticas.

A equipe aponta que, se esse comportamento dos animais for finalmente confirmado como automedicação e as cabreúvas realmente forem uma farmacologia natural para uma ampla gama de espécies, muitas áreas devem protagonizar campanhas de preservação no futuro.

Fonte: Canaltech

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