Anfavea quer prazo maior para depreciação acelerada

O vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse à Agência Estado que, além da prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o setor também deseja a extensão do benefício da depreciação acelerada por mais um ano e a inclusão de máquinas agrícolas na medida. "O governo ouviu nossas demandas, entendeu nossa situação e demonstrou boa vontade em atender aos nossos pleitos", disse Moan ao sair do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Enquanto o executivo conversava com a reportagem da Agência Estado, a presidente Dilma Rousseff adiantava, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciará, nesta quarta-feira, o PSI para 2013. Segundo ela, os recursos para o Programa, lançado durante a crise internacional de 2009, serão ampliados para mais de R$ 80 bilhões.

Moan disse ainda que também gostaria de ver ampliado o prazo da depreciação acelerada para caminhões e vagões, que vale apenas para os bens adquiridos até o fim do ano, para até o final de 2013. Apesar de o anúncio ter sido feito em agosto, apenas nesta quarta-feira a medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Com a depreciação, a empresa poderá lançar no balanço os gastos com depreciações dos bens como um custo e receber os tributos de volta em 12 meses. "Além de caminhões, queremos a inclusão de máquinas agrícolas", disse o vice-presidente da Anfavea.

O executivo relatou que, além dessas medidas pontuais para o setor, a reunião no Ministério da Fazenda também tratou do novo regime automotivo, previsto para entrar em vigor no ano que vem. De acordo com ele, as discussões nesta quarta-feira foram apenas técnicas e na quinta-feira haverá novo encontro com a Receita Federal para tratar da finalização da redação do decreto.

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