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Anel de poeira na órbita de Vênus é fotografado por completo pela primeira vez

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

Além dos planetas, cometas e asteroides, há muita coisa na órbita do Sol — principalmente poeira. Os astrônomos sabem disso, mas não conhecem muito bem todas as regiões de grandes concentrações de grãos, por isso foi uma surpresa encontrar nas imagens de uma sonda solar um disco de poeira na órbita do planeta Vênus. A descoberta, publicad=a no The Astrophysical Journal, pode ajudar a compreender melhor a distribuição e as dinâmicas de trocas de partículas no Sistema Solar.

Foi através da Sonda Solar Parker, da NASA, que os pesquisadores encontraram imagens muito nítidas do anel de poeira que circunda o Sol ao longo do caminho orbital de Vênus. Já se sabia que no caminho da órbita venusiana havia algo do tipo, assim como existe ao longo da órbita de Mercúrio e da Terra, mas essa é a primeira vez que os astrônomos obtêm imagens tão nítidas em luz branca de um disco no Sistema Solar interno.

A imagem em mosaico cobre a luz solar e revela o disco de poeira ao longo da linha pontilhada em vermelho. O planeta Vênus está perfeitamente alinhado com essa faixa, enquanto a Terra e Mercúrio ficam um pouco acima (Imagem: Reprodução/Stenborg)
A imagem em mosaico cobre a luz solar e revela o disco de poeira ao longo da linha pontilhada em vermelho. O planeta Vênus está perfeitamente alinhado com essa faixa, enquanto a Terra e Mercúrio ficam um pouco acima (Imagem: Reprodução/Stenborg)

Os dados foram coletados pela sonda de dentro da órbita de Vênus, e revelam o anel em quase sua totalidade. Inicialmente, os astrônomos não sabiam exatamente o que estavam vendo nas imagens, e cogitaram coisas como feixes de luz emitidos pelo Sol ou mesmo uma falha nas câmeras da Solar Parker. Então, perceberem que o anel se alinha perfeitamente com a órbita de Vênus, o que levou à conclusão de que seria um anel de poeira. Eles também verificaram que o brilho é consistente com a dispersão da luz na poeira.

Conforme contou o astrônomo Guillermo Stenborg, do Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, "esta é a primeira vez que um anel de poeira circunsolar no Sistema Solar interno pode ser revelado em toda sua glória em imagens de 'luz branca’”, um resultado que ele considera “muito especial". É que ainda não sabemos muito bem como a poeira se distribui pelo Sistema Solar — embora haja algumas hipóteses — e as imagens obtidas podem fornecer ótimas pistas para os futuros modelos do nosso “bairro cósmico”.

Uma das hipóteses sobre a poeira interplanetária é a de que existe um mecanismo no qual partículas espalhadas pelos asteroides e cometas seguem para orbitar o Sol no “rastro” de outros objetos, como o planeta Vênus, ou mesmo Mercúrio e a Terra. Os anéis de poeira também poderiam se formar partir da nuvem primordial, na qual todos os planetas se formaram através de aglutinamentos entre partículas, mas alguns pesquisadores descartam essa possibilidade porque a gravidade de cada planeta, asteroide e cometa provavelmente já capturou toda a poeira que porventura restasse após a formação do Sistema Solar.

Anteriormente, uma pesquisa descobriu que o anel na órbita venusiana provavelmente comporta uma quantidade de poeira acima do que poderia ser explicado. Modelos posteriores sugeriram que esse material pode ter vindo de um grupo de asteroides ainda não descobertos pelos astrônomos. Se isso for verdade, é possível que sondas como a Solar Parker encontrem esses objetos, o que seria uma ótima notícia para os pesquisadores que tentam completar o quebra-cabeças do Sistema Solar encaixando todas as peças no lugar certo.

Fonte: Canaltech

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