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Andy Warhol é 'ressuscitado' por inteligência artificial em série da Netflix

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***ARQUIVO**SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 - Still de mão segurando um celular com o app da Netflix. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO**SÃO PAULO, SP, 21.08.2019 - Still de mão segurando um celular com o app da Netflix. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Andy Warhol, o pai da arte pop americana, era conhecido pela síntese de suas respostas em entrevistas. Não raro jornalistas arrancavam curtos "sim", "claro", "não posso discordar" até quando o confrontavam sobre críticas duras feitas a seus trabalhos.

Não existe, portanto, um registro vasto de áudio do artista, que morreu em 1987. Ainda assim, quem vir a nova série "Diários de Andy Warhol", da Netflix, vai escutá-lo falando por horas.

Com inteligência artificial, a equipe comandada por Andrew Rossi recriou com precisão o tom de voz robótico do artista para esse documentário que tenta desvendar a intimidade por trás da persona que ele criou em Nova York a partir dos diários que ele escreveu de 1976 até sua morte.

Como isso foi possível? Zohaib Ahmed, o CEO da empresa por trás dessa tecnologia, a Resemble AI, contou à revista Wired que eles começaram com somente três minutos e 12 segundos de dados em áudio. Era isso tudo que tinham para criar uma voz capaz de ler cerca de 30 páginas de texto.

A inteligência artificial usou então esse conjunto de dados para prever as características da voz, ou os fonemas, que não estavam na pequena base de áudios. Essa voz mais completa foi operada pelo diretor Andrew Rossi para testar a leitura dos textos e fazer ajustes até que o falso Warhol soasse como o verdadeiro Warhol.

Esse envolvimento do diretor, ou seja, de um humano, permitiu por exemplo que a voz transmitisse uma emoção diferente dependendo do texto lido, ou que o sotaque dosse ajustado para falar nomes como o de seu amigo e artista Jean-Michel Basquiat.

A equipe ainda teve ajuda do ator Bill Irwin, que gravou algumas falas imitando a voz de Warhol para ampliar o banco de dados para a máquina. Segundo o diretor, o modelo que eles experimentaram nesse processo combinou de 80 a 75% das vozes da inteligência artificial com 15% das gravações do ator.

Mas tanto o CEO da empresa como o diretor do documentário também se preocuparam com a questão ética de recriar a voz de uma pessoa morta --a empresa, por exemplo, só criava vozes de pessoas que estão vivas.

E o tema é, de fato, polêmico. O documentário "Roadrunner" também recriou a voz do chef Anthony Bourdain, morto em 2018, no ano passado e foi criticado por isso.

O diretor, Morgan Neville, chegou a afirmar que teve autorização da viúva de Bourdain e também da agente literária dele. Mas a viúva chegou a publicar no Twitter que certamente ela não havia concordado com a recriação da voz.

Alguns fatores influenciaram a decisão de criar uma leitura falsa de Warhol nessa série, que estava sendo feita quando a polêmica de Bourdain começou. Um deles é um dado biográfico do próprio autor.

Ainda em 1982, ele foi transformado num robô para um projeto que não foi para frente. Mas parecia ser um desejo que o americano tinha, e que estava expresso em frases dele como a que é apresentada logo no começo da série. "As máquinas têm menos problemas. Eu gostaria de ser uma máquina, e você?"

O diretor da série produzida por Ryan Murphy, showrunner de títulos como "Pose" e "Halston", também consultou a Fundação Andy Warhol sobre esse processo. Um dos chefes da fundação, inclusive, declarou que achou a ideia ousada e inteligente.

Para evitar críticas como as feita no documentário de Bourdain, a equipe optou por avisar o público logo de cara que a voz de Warhol é feita com inteligência artificial --isso não estava explícito no começo do documentário sobre o chef.

Os diários foram escritos a partir de ligações que Warhol fazia todas as manhãs para a escritora Pat Hackett, sua amiga, que registrava os relatos do dia que ele ditava ao telefone.

"Os diários são escritos de uma maneira muito interessante, quase como se fossem para serem lidos em voz alta. Eles estão na voz dele", justificou ainda o diretor da empresa de inteligência artificial para a Wired. "É quase como se isso fosse uma extensão do trabalho de Andy, então não estávamos criando algo que fosse um dilema ético para nós."

DIÁRIOS DE ANDY WARHOL

Onde: Na Netflix

Produção: EUA, 2021

Direção: Andrew Rossi

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