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Android ganhará reforço a nível de código para ficar mais seguro e estável

Alveni Lisboa
·2 minuto de leitura

Após quase 18 meses de testes, o Google liberou o uso da linguagem de programação Rust para o desenvolvimento de softwares no Android. Em post publicado no blog oficial da empresa, dois desenvolvedores da equipe falaram, de forma mais técnica, sobre os experimentos e benefícios alcançados.

A partir de agora, o Android Open Source Project (AOSP) será compatível com essa novidade. O Rust é uma linguagem de programação gerenciada por memória e reconhecida pela rapidez. Ela é usada para rodar serviços críticos (aqueles que funcionam mais no "coração" dos dispositivos), funcionar em sistemas embarcados e permitir uma integração facilitada a outras linguagens.

Os desenvolvedores no Android têm o C/C++, o Kotlin e o Java como principais ferramentas à disposição para criar seus apps. As duas primeiras são rápidas e focadas nas camadas mais inferiores do sistema, mas não são gerenciadas por memória, o que deixa o Android sujeito a mais bugs, problemas de segurança e instabilidade. Qualquer errinho do desenvolvedor pode causar um efeito em cascata que compromete o funcionamento do sistema.

As duas últimas são baseadas em memória, porém dependem do Android Runtime para funcionar, o que as tornam menos eficazes. Apesar de serem as mais populares na criação de apps, não servem para escrever códigos para as camadas inferiores do sistema operacional.

(Reprodução: Free-Photos/Pixabay)
(Reprodução: Free-Photos/Pixabay)

Já o Rust, por sua vez, une todas as funcionalidades, não necessita de nenhum recurso extra e ainda é capaz de oferecer mais segurança porque executa algumas funções de verificação na memória. Ele tem alguns padrões predefinidos que procura por erros e os indica de forma mais clara. Segundo os desenvolvedores, o desempenho é equivalente ao C/C++, porém com a redução drástica de falhas, bugs e problemas relacionados.

Mas adicionar uma nova linguagem é uma grande missão, porque existem conjuntos de ferramentas e funções dependentes que precisam ser mantidas, testadas e integradas. Além disso, os desenvolvedores precisam ser treinados para operar com a novidade, o que leva tempo e gera custos para todos os envolvidos.

Mais estabilidade

A adoção da nova linguagem pelo Google pode tornar o sistema operacional mais estável. Ela possui um compilador amigável com mensagens de erros úteis, bem como um conjunto de ferramentas de primeira qualidade. Além de apps, é usada para aprimorar serviços de rede e gerar melhores resultados em aparelhos com poucos recursos.

Grandes empresas já utilizam a plataforma de criação no dia a dia: Firefox, Dropbox e Cloudflare são alguns exemplos. Agora, o Google engrossa a lista junto com o Android e, possivelmente, o Linux — a equipe de criação está em processo de adaptação para oferecer suporte à mesma tecnologia em um kernel futuro.

Resta saber se os criadores de apps e serviços para o Google estão prontos para aderir ao Rust. Quem não estiver corre o sério risco de ficar de fora em um futuro bem próximo, caso a linguagem se torne um padrão.

Fonte: Canaltech

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