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Android 12 terá design personalizável e ferramentas de privacidade

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após um ano sem seu tradicional evento de desenvolvedores, o Google fez anúncios de sofware e de melhorias em seus serviços nesta terça-feira (18), durante a conferência I/O, transmitida de Montain View, na Califórnia. Entre as principais novidades, a companhia revelou a última versão beta do Android 12, atualização do sistema operacional que será lançada em breve.

A novidade vem com um sistema visual chamado Material You, que de acordo com Sameer Samat, vice-presidente de Android, representa a maior mudança de design na história do Android. Ele é mais colorido e personalizável.

O evento, que vai até quinta-feira (20), é transmitido pelo YouTube. Sundar Pichai, presidente do Google, abriu a transmissão fazendo um breve retrospecto da pandemia e citando países que ainda enfrentam situações críticas, como o Brasil.

"Lugares como o Brasil e o meu país natal, a Índia, estão passando agora pelos momentos mais difíceis da pandemia. Nossos pensamentos estão com todos os que foram afetados pela Covid e todos esperamos dias melhores", disse Pichai.

De acordo com a empresa, a nova versão do Android se baseia em três pilares: personalização, segurança e privacidade por padrão, e conectividade com outros aparelhos, centrada no smartphone.

Com um design redesenhado, os ícones e as notificações do sistema se adaptam às cores da foto de papel de parede escolhida, por exemplo, tornando a interface mais dinâmica e expressiva. O novo sistema permite que o usuário personalize o smartphone "com cores sob medida".

A empresa também promete dispositivos mais rápidos e com melhor eficiência de energia, graças à redução de tempo de CPU.

O novo sistema também virá com privacidade e segurança por padrão, uma demanda cada vez mais presente na indústria e já encabeçada pela Apple, que promoveu mudanças em seu sistema. Nesse conceito, as configurações de privacidade já vêm avançadas de fábrica.

O novo sistema também inclui recursos que mostram quais dados são coletados por aplicativos instalados no celular e um painel de controle que permitirá fácil visualização sobre as concessões e autorizações dadas a cada serviço. Mais de 3 bilhões de aparelhos no mundo (não apenas celulares) têm o Android embarcado.

Ainda em relação à privacidade, um indicador deve mostrar quando aplicativos conectados ao microfone e à câmera estão ouvindo ou gravando. A empresa ainda incluiu a "permissão de localização aproximada", que permitirá que alguns aplicativos acessem apenas essa localização, e não o ponto exato onde se encontra o usuário.

"Aplicativos de previsão do tempo não precisam saber a localização precisa da pessoa para serem capazes de oferecer uma previsão precisa", diz o Google.

Em outras frentes, a companhia afirmou que vai lançar mais de cem melhorias impulsionadas por inteligência artificial para o Google Maps até o fim deste ano, que o Google Fotos deixará de oferecer armazenamento ilimitado -a previsão é que termine em junho-, além de novidades no Google Meet, de chamada, e no Worksapce.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Sundar Pichai apresentou as pesquisas relacionadas ao LaMDA, sistema de inteligência artificial para compreensão de linguagem natural, dedicado a aplicativos de diálogo.

Como é domínio aberto, o programa foi projetado para falar sobre qualquer assunto. "Estamos ansiosos para incorporar recursos de conversação em produtos como Google Assistente, Busca e Workspace, bem como explorar como fornecer recursos para desenvolvedores e clientes empresariais", afirmou.

Para apoiar a LaMDA, a empresa anunciou sua próxima geração de TPUs (os circuitos integrados personalizados para acelerar processos de aprendizado de máquina): a TPU v4, alimentada pelo chip v4, com velocidade duas vezes mais rápida que a do chip anterior. Ele está presente em funções como a busca e o Google Assistente.

Pichai destaca que o LaMDA é treinado apenas em texto, mas que a comunicação interpessoal passa também por imagens, áudio e vídeo.

"Precisamos construir modelos que permitam às pessoas naturalmente fazer perguntas sobre diferentes tipos de informação, o que é chamado de MUM [modelo multimodal]. Com isso, você poderia um dia planejar uma viagem pedindo ao Google 'um trajeto com belas vistas da montanha'", afirmou.

"Esse é só um exemplo de como estamos progredindo em direção a formas mais naturais e intuitivas de interagir com a busca."